Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

infidelidade

Deputada diz que se defenderá,
mas não recorrerá de expulsão

Tereza Cristina aguarda decisão para se definir por PSD, DEM ou PMDB

16 OUT 2017Por RODOLFO CÉSAR E TAVANE FERRARESI18h:05

A deputada Tereza Cristina assumiu que mantém conversas com PSD, partido do prefeito de Campo Grande Marcos Trad, PMDB e DEM, mas vai comparecer à reunião da Direção Nacional do PSB marcada para hoje para se defender. Ela já adiantou que não vai recorrer, caso seja expulsa.

O encontro está marcado para definir o futuro dela no partido, bem como do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PE), e dos também deputados federais Danilo Forte (CE) e Fábio Garcia (MT).

Os deputados foram considerados como infiéis ao votarem pelo arquivamento da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer. A orientação do partido era votar a favor da Procuradoria Geral da República (PGR).

Tereza Cristina afirmou que caso seja expulsa do partido também não vai recorrer. "Estou conversando com partidos que estão no centro e alinhado mais à direita, que é o pensamento do meu eleitor", reconheceu a deputada, que chegou a ser presidente do diretório estadual do PSB.

Ela é líder de bancada e por isso tem o poder de trocar até dois integrantes do partido na titularidade da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara, que é responsável por votar o arquivamento ou não da nova denúncia contra Michel Temer. Essa análise vai começar a ser discutida na CCJ nesta terça-feira, a partir das 10h (horário de Brasília).

A situação dela no PSB é considerada atualmente como "insustentável" e hoje deve ser oficializada sua expulsão. 

Em julho, a Executiva de Mulheres do PSB exigiu a desfiliação da deputada. “Que a pessoa em questão tenha a dignidade de deixar o PSB, antecipando-se assim a mais essa situação de desmoralização pública”, reivindicaram as mulheres do Partido Socialista Brasileiro. 

Como Tereza Cristina permaneceu, o processo de expulsão partidária foi aberto pela Direção Nacional da sigla.

No mesmo mês, ela reuniu-se com Michel Temer em reunião secreta e recebeu o convite para ingressar no PMDB.

HISTÓRICO

Antes de ser filiada ao PSB, Tereza Cristina estava no PSDB, mas mantinha forte ligação com o PMDB de Mato Grosso do Sul. Essa relação era estreita por conta de André Puccinelli, que na época era governador do Estado.

Ela chegou a ser secretária estadual de Produção na gestão de André, mesmo filiada ao PSDB. A nomeação, na época, foi uma escolha pessoal de Puccinelli. Para eleição na Câmara, Tereza ainda recebeu ajuda do ex-governador.

Sobre o futuro, as conversas com o DEM estavam mais avançadas e as tratativas eram feitas com o colega da Câmara, Luiz Henrique Mandetta.

 

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