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LEGISLATIVO

Depois de nove sessões, deputados formam Comissão de Constituição e Justiça

Catan não conseguiu permanecer, e perdeu espaço para deputados do PP
19/02/2020 12:30 - Eduardo Miranda, Izabela Jornada


Depois de quase nove sessões ordinárias, de quase um mês de trabalho, a Assembleia Legislativa conseguiu, enfim, montar as comissões para o ano legislativo que começou no dia 4 deste mês. A principal comissão da casa, a de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), será composta pelos deputados estaduais Gerson Claro (PP), Evander Vendramini (PP), Lídio Lopes (Patriotas), Eduardo Rocha (MDB) e Professor Rinaldo (PSDB). O presidente e o vice da comissão também já foram anunciados. "Fiz reunião no plenário mesmo porque sou o mais velho do grupo e entramos em consenso. Lídio Lopes continua como presidente e RInaldo Modesto como vice", afirmou o deputado Evander Vendramini.  

O bloco majoritário, que até a sessão desta quarta-feira (19) é chamado de G11, emplacou os dois deputados do PP, para a insatisfação de João Henrique Catan (PL), que esperava ficar mais um ano na Comissão de Constituição e Justiça. O atraso na formação da comissão, que é a que dá o aval sobre a legalidade de qualquer projeto proposto na casa, atrapalhou o andamento de uma das principais finalidades do cargo de deputado estadual: legislar. 

A reunião do Grupo dos 11, que tem como líder o deputado Londres Machado (PSD), tinha o objetivo de pôr fim ao impasse que se prolongava, e por esse motivo reunião ocorreu com a presença de somente sete de seus integrantes. Ainda assim, uma solução foi dada. Descontente, João Henrique Catan deixou o grupo, que com a baixa, deve chamar-se G10.

Catan não adiantou se vai migrar para o G8, mas disse que não gosta muito "da política singular" ao ser indagado sobre a possibilidade de atuar independente, na casa.

Desde que o ano legislativo começou, nenhum projeto foi votado e, mesmo com a formação da comissão, a tendência é que as votações só sejam retomadas no mês de março, pois na próxima semana, de carnaval, praticamente não haverá encaminhamentos na Assembleia Legislativa. 

REUNIÃO 

Na reunião que foi marcada pelo líder do G11, deputado Londres Machado (SD), apenas os deputados Antonio Vaz (Republicanos), Vendramini, Gerson Claro, Renan Contar e Coronel David do PSL e Herculano Borges estavam presentes. "Liguei para os demais e houve consenso quanto ao nome de Gerson e Evander. Essa indicação é responsabilidade do líder do grupo", afirmou o comandante do G11.

A vice liderança do maior grupo da casa também sofreu alterações, isso porque, anteriormente, Gerson era vice de Londres, mas agora o cargo ficou para o deputado Neno Razuk (PTB). Gerson está como líder do governo na casa e como integrante da CCJ.

Apesar de Catan ter ficado contrariado com a decisão de Londres, sobre a indicação dos parlamentares que iriam compor a CCJ, o líder do grupo disse que o deputado mais novo da casa vai continuar com uma das comissões mais importantes também. "Ele já está na Comissão de FInanças e vamos apresentar as demais comissões para ele escolher", adiantou Londres.

Com a composição da CCJ definida, os projetos poderão tramitar na Assembleia Legislativa e o "G11 não é mais problema", finalizou Evander Vendramini.

 
 

Até esta terça-feira, os blocos do Legislativo estadual estavam divididos da seguinte maneira:  

G11 (voltará a ser G10)

Antônio Vaz (PRB)

Evander Vendramini (PP)

Capitão Contar (PSL)

Herculano Borges (Solidariedade)

Gérson Claro (PP)

Coronel David (PSL)

Neno Razuk (PTB)

Jamilson Name (sem partido)

Londres Machado (PSD, líder do bloco)

Lucas de Lima (Solidariedade)

 

SEM GRUPO

João Henrique Catan (PL) - deixou o G11

 

G8

Eduardo Rocha (MDB)

Márcio Fernandes (MDB)

Renato Câmara (MDB)

Cabo Almi (PT)

Pedro Kemp (PT)

Zé Teixeira (DEM)

Barbosinha (DEM)

Lídio Lopes (Patriotas)

 

Bloco do PSDB (maior bancada)

Professor Rinaldo

Felipe Orro

Marçal Filho

Onevan de Matos

Paulo Corrêa (presidente da Assembleia Legislativa)

 

Felpuda


Malfeitos que teriam sido praticados em tempos não tão remotos podem ser a pedra no caminho de pré-candidatura que está sendo costurada. As conversas ainda estão nas “ondas da rádio-peão”, mas, com a proximidade da campanha eleitoral, há quem diga que isso se tornará uma tremenda dor de cabeça para quem vai enfrentar as urnas. Pior:  o dito não seria culpado direto, mas sim a sua...  Bem, deixa rolar para ver onde vai parar.