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Reunião após recesso

Denunciados nas irregularidades
da JBS serão convocados por CPI

Grupo investiga denúncias de possíveis irregularidades fiscais do governo

1 AGO 17 - 12h:34IZABELA JORNADA E MARESSA MENDONÇA

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), deputado estadual Paulo Corrêa (PR), declarou que amanhã, durante primeira reunião do retorno do recesso parlamentar, integrantes da comissão vão votar requerimento para convocar envolvidos nas denúncias de possíveis irregularidades fiscais do governo do Estado.

O gerente do frigorífico Buriti, Paulo Pavel Chramosta, ex-diretor da Fundação de Turismo, Nelson Cintra, o secretário de fazenda Márcio Monteiro, o superintendente regional do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Celso Martins serão os primeiros a serem convocados.

A expectativa da CPI é de ouvir Celso Martins na semana que vem.

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), será convocado futuramente, quando as investigações estiverem mais avançadas.

De acordo com Corrêa, nesta quarta-feira (2) termina o prazo para a JBS entregar os documentos relacionados a investigação. "Até o momento não tivemos retorno da empresa", disse o parlamentar.

CPI

Comissão Especial criada para investigar denúncias de irregularidades fiscais e tributárias da JBS foi criada oficialmente e transformada em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no mês de junho, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. 

CPI  irá investigar denúncia dos empresários Joesley e Wesley Batista e o executivo Ricardo Saude, todos da JBS, de pagamento de notas fiscais frias, emitidas por pessoas físicas ou jurídicas, no valor de R$ 45.631.696,03 sem o devido fornecimento de bens ou serviços e em troca de concessão indevida de benefícios fiscais pelo Governo do Estado.

Segundo relato dos empresários, as operações teriam sido realizadas entre os anos de 2010 e 2017. O período definido para as investigações abrange os governos de André Puccinelli (PMDB) e do atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB). A administração de José Orcírio de Miranda, o Zeca do PT, ficou de fora da CPI, conforme definiu os deputados.

Deputado Flávio Kayatt (PSDB), que foi relator da Comissão Especial, disse ao Portal Correio do Estado que as investigações vão se concentrar em igualdade entre Puccinelli e Azambuja.

 

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