CORRUPÇÃO NA PETROBRAS

VÍDEO: Delcídio foi o maior beneficiário de delator da Operação Lava Jato

Operador de propinas na Petrobras disse que privilegiou amigo de MS nas doações
02/07/2015 15:50 - DA REDAÇÃO


Delcídio do Amaral (PT-MS) foi um dos mais beneficiados das doações do delator da Operação Lava Jato, Julio Gerin Camargo. O ex-consultor da Toy afirmou, em depoimento, realizado na terça-feira e divulgado ontem pelo Jornal Nacional, da TV Globo, que privilegiou alguns amigos. No vídeo, ele cita Delcídio e o então senador Romeu Tuma, do PTB, morto em 2010. “Eu privilegiei sempre nas doações pessoas que eram da minha amizade, como o dr. Delcídio, como o dr. Romeu Tuma”.

A primeira doação para a campanha de senador de Delcídio ocorreu em 28 de julho de 2010, valor R$ 100 mil, pagos pela empresa Treviso do Brasil Empreendimento. Poucos dias depois, em 13 de agosto, foram feitos dois repasses que somaram mais R$ 100 mil: um de R$ 50 mil da Treviso e outro de R$ 50 mil da Piemonte Empreendimentos. As duas empresas pertencem ao lobista Julio Gerin Camargo, apontado como operador de propinas no esquema de cartel e corrupção na Petrobras.

As doações a alguns políticos, segundo ele, foram feitas a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que atualmente também está preso.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".