Campo Grande - MS, quinta, 16 de agosto de 2018

CONVITE

CPI quer reunião com Janot
para pedir invalidação das delações da JBS

Pedido foi encaminhado na segunda, mas procurador ainda não respondeu

23 AGO 2017Por Izabela Jornada15h:17

Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa, que investigam irregularidades fiscais do Estado, ainda estão aguardando resposta sobre o convite enviado, na última segunda-feira (21), ao procurador-geral da República Rodrigo Janot para se reunirem com o objetivo de invalidar delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.

"Como que delações de pessoas que confessaram ter lesado o país podem ser aceitas?", disse o presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa (PR). 

O republicano refere-se às confissões dos empresários quanto as irregularidades fiscais praticadas pelo grupo JBS e que foram comprovadas com as investigações feitas até agora pela CPI.

A CPI já analisou dois dos cinco Termos de Acordo de Regime Especial (Tare) pactuados entre a JBS e o Estado. O advogado da empresa mandou documento aos deputados confessando o descumprimento dos compromissos, obrigatórios nos dois tares feitos com o governo.

Devido às confissões, os deputados cancelaram visitas que estavam programadas às plantas que foram beneficiadas e pedem a invalidação das delações. "Queremos essa reunião com o Janot. Esses 'caras' (irmãos Batista) denunciam 1.890 políticos e fica por isso mesmo?", indagou Corrêa.


IRREGULARIDADES 

Em contrapartida aos benefícios concedidos pelo Estado, a JBS deveria ampliar as plantas, aumentar os abates e o número de funcionários nos frigoríficos.

"Mas nada disso foi cumprido por eles. Eles são réus confessos e vamos esperar o fim das investigações para pedir o ressarcimento total dos valores concedidos a empresa", finalizou Corrêa.

A CPI da JBS já chegou à conclusão de que 93% das notas apresentadas pela empresa para prestação de contas do Termo de Acordo de Regime Especial (Tare) firmado na administração de Reinaldo Azambuja são frias.

O ressarcimento pode chegar a R$ 250 milhões, além de responsabilização penal e cível que podem respingar em diretores da JBS.

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