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CÂMARA

CPI do BNDES derruba convocação da JBS, mas aprova a de sobrinho de Lula

A empresa é uma das maiores doadoras de campanha de parlamentares
09/09/2015 14:59 - FOLHAPRESS


Num momento de concordância entre deputados do PT e do PMDB, que vêm tendo seguidos atritos na Câmara, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES derrubou a convocação dos donos do maior grupo frigorífico do país, o JBS. A empresa é uma das maiores doadoras de campanha de parlamentares e uma das principais beneficiárias de empréstimos do banco estatal nos últimos anos.

Os requerimentos para convocar os empresários Wesley e Joesley Batista, da JBS, geraram discussão entre os deputados nesta quarta (9), e a votação teve de ser nominal. As convocações foram derrubadas por 15 votos a 9.

Foram contrários às convocações os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), André Moura (PSC-SE), Carlos Zarattini (PT-SP), Covatti Filho (PP-RS), Davidson Magalhães (PC do B-BA), Delegado Edson Moreira (PTN-MG), Diego Andrade (PSD-MG), Edio Lopes (PMDB-RR), Fábio Reis (PMDB-SE), Marcelo Squassoni (PRB-SP), Daniel Vilela (PMDB-GO), Mauro Pereira (PMDB-RS), Paulão (PT-AL), Paulo Magalhães (PSD-BA) e Reginaldo Lopes (PT-MG). A oposição votou a favor das convocações.

Em seguida, em meio a muita discussão, os deputados aprovaram a convocação de Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher do ex-presidente Lula e suspeito de tráfico de influência no BNDES, segundo os deputados.

A aprovação do sobrinho de Lula ocorreu após uma manobra dos deputados, que inverteram a ordem da pauta. Como a votação dos empresários da JBS havia sido nominal, a votação seguinte não pôde seguir o mesmo rito, conforme determina o regimento das CPIs.

Felpuda


Alguns políticos estão se aproveitando deste momento preocupante de pandemia para sugerir projetos oportunistas que, em alguns casos, são de resultados extremamente duvidosos. O mais interessante – para não dizer outra coisa – é que se for analisado o desempenho normal dessas figuras, verifica-se que essa preocupação toda nunca esteve no topo das suas prioridades. Ano eleitoral é assim mesmo. Lamentável!