EX GRANDES

Coadjuvantes, PT e MDB <br>buscam retomar protagonismo

Aposta de partidos que já foram os maiores do Estado em número de representantes é de voltar a crescer
23/05/2019 09:30 - EDUARDO PENEDO


 

Em tempos áureos, os maiores protagonistas da política sul-mato-grossense  eram o PT e o PMDB (que se tornou MDB); contudo, os partidos viraram coadjuvantes nas últimas eleições e, para tentar voltar a ter relevância no cenário político estadual, estão se organizando para vir com todo vapor nas eleições de 2020, com expectativas de triplicar o número de vereadores e com candidatura própria ao comando do Executivo de Campo Grande.

O presidente municipal do PT, Agamenon Prado, explica que, para voltar ao protagonismo político, a legenda já está realizando uma série de seminários denominada “Para além de 2020”. Ele conta que, em junho, vão reunir pelo menos 70 nomes de pré-candidatos a vereadores da Capital para participar de um seminário com o secretário nacional de Assuntos Institucionais do Partido dos Trabalhadores, José Guimarães. “Esses seminários vão capacitar e discutir políticas públicas com os filiados e pré-candidatos”, avalia. 

Prado argumenta que a expectativa do PT nas eleições de 2020 é eleger quatro vereadores. Atualmente, a sigla conta só com um parlamentar na Casa de Leis, o vereador Ayrton Araújo. Ele comenta ainda que o partido vai ter, sim, candidatura própria e que tem quatro pré-candidatos para disputar o cargo de prefeito de Campo Grande. “Nós teremos candidatura próprio e já temos quatro nomes para o embate. São eles: os deputados Cabo Almi e Pedro Kemp; o ex-deputado federal Zeca do PT; e a assistente social Eloisa Castro Berro. Vai ter uma votação para escolher quem será o candidato do PT para disputar a prefeitura de Campo Grande”, assegura o presidente. 

MDB

O presidente municipal do MDB, Ulisses da Silva Rocha, diz que não existe essa situação de protagonista ou coadjuvante. “Se o partido não está ocupando nenhum cargo no executivo, acaba sem visibilidade, mas isso não quer dizer que nós não temos projetos para 2020”, explica.

Rocha relata que está havendo um trabalho para fortalecer a sigla e atrair mais filiados, convidando pessoas que queiram ser candidatos e vereadores já eleitos. “Nós estamos convidando e sendo procurados para filiarem-se ao nosso partido para disputar as eleições”, argumenta. 

Ele considera ainda que a legenda já está acostumada com a nova legislação, que prevê que todos aos partidos devem disputar chapa pura – ou seja, não podem se coligar a outros partidos. “Nós disputamos chapa pura em 2016 e 2018. Já estamos acostumados com essa legislação e não nos atrapalhará”, enfatiza. 

Ulisses Rocha destaca que o partido pretende triplicar o número de vereadores eleitos na Capital. Atualmente, o MDB tem dois representantes na Câmara Municipal: os médicos Dr. Wison Sami e Dr. Loester. 

Ele assegura ainda que há pelo menos três nomes forte para disputar a prefeitura de Campo Grande entre os emedebistas: a senadora Simone Tebet, o deputado estadual Márcio Fernandes e o ex-governador André Puccinelli. 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".