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TRANSPORTE COLETIVO

Câmara tem protesto e bate-boca após intervenção da Guarda em terminal

Grupo com cartazes pedia CPI. Vereador levou spray de pimenta e fez discurso acalorado na tribuna

19 NOV 19 - 13h:58RICARDO CAMPOS JR. e BRUNA AQUINO

A polêmica intervenção da Guarda Municipal em um protesto de mulheres no Terminal Morenão tomou a sessão desta terça-feira (19) na Câmara. Munidos com cartazes, pequeno grupo protestou pedindo abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o Consórcio Guaicurus, já que a confusão que levou ao afastamento de três agentes da corporação metropolitana começou porque um dos ônibus atrasou.

Vinícius Siqueira (DEM) ocupou a tribuna para falar sobre o caso e levou um spray de pimenta, que se tornou símbolo da repressão no transbordo, já que a substância foi usada contra a população.

“O que nos traz de volta aqui é o que aconteceu no terminal no último feriado. É uma vergonha. Essa Casa sabe da delação premiada no Paraná, essa licitação foi maquiada e comprada, há denúncias de que o Consórcio Guaicurus teria corrigido o edital para participar. Pior ainda, ganhou a licitação e tem prestado um péssimo serviço a população”, disse.

Ele disse ainda que a CPI não significa, a princípio, condenação. “Nós temos o direito de investigar. Há indícios por onde você olha. Precisamos quebrar o sigilo fiscal para saber o que está tirando os ônibus de linha”.

Siqueira foi duramente repreendido por Chiquinho Telles (PSD), que saiu em defesa da prefeitura. “O senhor (Siqueira) quer culpar Marquinhos Trad numa situação que é problema no Brasil inteiro. O prefeito é o primeiro a cobrar duro do Consórcio, inclusive com ameaça de quebra de contrato, e fiscalização, impondo para colocar ônibus novos, agora com mais 35 ônibus vindo para campo grande. O que tira o brilho da CPI é que vossa excelência quer um palanque eleitoral e vende vento em suas discursos”.

Vinícius teve a réplica e voltou a bater em cima da tecla da má qualidade do serviço prestado pelo Consórcio e citou a intervenção da Guarda.

“Ou a guarda foi mandada, ou o comando mandou. (Alguém) tem que ser punido, se não tinha comando também deve ser punido”.

Quando a conversa chegou na segurança pública, Delegado Wellington (PSDB) interveio. “Primeiro vai ter que fazer curso na Swat, curso em Israel, para vir conversar sobre segurança pública. Segurança pública não é pra amador, nos Estados Unidos, a polícia está autorizada a ceifar a vida do cidadão que fizer um movimento diferente”, disse o parlamentar.

“Mesmo não tendo nenhuma relação com a ocorrência, aquela violência só ocorreu devido a falha do serviço, a uma relação indireta, claro que não é o objeto para abertura da CPI, já tem o objeto, nada impede que a casa pode usar do poder de investigação para corroborar e não vejo problema de abertura de CPI”, completou André Salineiro, que antes de ser eleito era policial federal.

Depois do transtorno, acalmados os ânimos, a sessão prosseguiu sem impedimentos. Os vereadores aprovaram hoje o aumento no salário do prefeito e receberam o texto da Lei Orçamentária Anual (LOA) das mãos do vereador Eduardo Romero (REDE).

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