SUSPEITA

"Bunker" coloca deputado irmão <br>de Geddel na mira da Polícia Federal

Dono do imóvel disse que o emprestou para Lúcio, e não para ex-ministro
08/09/2017 19:47 - FOLHAPRESS


 

A apreensão dos R$ 51 milhões em espécie em um apartamento em Salvador (BA) colocou na mira dos investigadores o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Geddel foi preso preventivamente na manhã desta sexta (8) após determinação da Justiça Federal de Brasília. A PF encontrou ao menos dois elementos que ligam as milhares de notas de reais e dólares ao deputado.

Uma fatura em nome de Marinalva Teixeira de Jesus, "pessoa detentora de vínculos empregatícios com o Lúcio Vieira Lima", foi achada no local da apreensão dos R$ 51 milhões, que ocorreu na última terça (5).
Segundo a polícia, Marinalva trabalha como doméstica na casa do deputado.

Outro elemento, de acordo com informações prestadas pela PF à Justiça Federal, o dono do apartamento, o empresário Silvio Silveira, disse em depoimento que fez o empréstimo do imóvel para Lúcio, com quem tinha amizade, e não para Geddel, que, segundo ele, não chegou a ter proximidade.

A administradora do condomínio, Patrícia do Santos, também confirmou em sua oitiva que o deputado era conhecido do dono da casa.

Por ter mandato na Câmara dos Deputados, a PF precisa de autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) para dar início a uma investigação, o que deve ser solicitado em breve.

Na solicitação de prisão do ex-ministro, a polícia cita Lúcio nessas três oportunidades listadas acima.

OUTRO LADO

A reportagem tentou falar com o deputado Lúcio Vieira Lima ao longo da sexta-feira, mas não teve sucesso. Ele não atendeu ligações nem respondeu mensagens.

Em nota, o advogado Gamil Föppel, que defende os dois irmãos, afirmou que "que somente se manifestará quando, finalmente, lhe for franqueado acesso aos autos, especialmente aos documentos que são mencionados no decreto prisional. Pesa dizer que o direito de defesa e, especialmente, as prerrogativas da advocacia, conferidas por lei, sejam tão reiteradamente desrespeitadas, impedindo-se o acesso a elementos de prova, já documentados nos autos."

smaple image

Fique por dentro

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo, direto no seu e-mail.

Quero Receber

Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".