Política

BRASIL

Brasil deixou de ganhar R$ 15,8 bi com base, diz ministro a Trad

Senador de MS discutiu sobre o acordo sobre Alcântara entre Brasil e EUA

RAFAEL RIBEIRO

28/03/2019 - 16h41
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O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), recebeu nesta quinta-feira (28) o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, em audiência feita em conjunto com a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal, para detalhar o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que permite o uso comercial do Centro Especial de Alcântara, no Maranhão, por parte de instituições dos EUA, como as forças armadas e o programa espacial. 

Nesse período de quase 20 anos, a agência estima que o País tenha perdido cerca de US$ 4 bilhões (cerca de R$ 15,8 bi) por lançamentos não realizados. 

No último dia 18, o documento foi assinado entre os dois países durante a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) aos EUA.

“O acordo que destrava o uso comercial do Centro de Alcântara precisa da confirmação do Congresso Nacional como condição imprescindível para que seja possível realizar lançamentos espaciais. Por isso, a importância da reunião conjunta”, explicou Nelsinho, que presidiu a audiência.  

De acordo com o Ministério da Defesa, o AST permite que veículos lançadores e cargas úteis comerciais de qualquer nacionalidade contendo equipamentos ou tecnologias norte-americanas sejam lançados de Alcântara. A questão gera dúvidas sobre a soberania do País. Em resposta, o ministro Pontes disse que não existe esse risco. “Vi muita coisa, muita desinformação”, afirmou o ministro.

Segundo a Agência Espacial Brasileira, o primeiro AST foi assinado em 2000 e submetido à aprovação do Congresso no ano seguinte, mas foi devolvido ao Executivo em 2016 sem ratificação. 

O ministro ressaltou que o Brasil manterá o controle da base e destacou que o acordo não permite atividades militares de outros países ou empresas estrangeiras, como o lançamento de mísseis. “O acordo não permite o lançamento de mísseis, não tem nada a ver com a parte militar. É proibido”, disse.  

Pelas regras, o acordo permite que o Brasil lance, a partir da base, foguetes e satélites que contém com material fabricado por americanos e determina, em troca, a proteção dessa propriedade intelectual.

“Os EUA permitem que o Brasil lance foguetes e satélites, de qualquer nacionalidade, que possuam componentes americanos. Em troca, nós garantimos que vamos proteger essa tecnologia americana”, explicou o ministro. 

Conforme o discurso do senador Nelsinho Trad, a audiência pública foi excelente para tornar público o compromisso do ministro Pontes que, mesmo sem citar sobre restrições no acordo, afirmou que equipes brasileiras terão acesso a tudo.

“A gente aprende muito com os detalhes, o que a gente observou aqui, ministro.  É que o Governo Federal tem um homem que veio do espaço que pode ajudar muito, principalmente em pautas polêmicas. Primeira vez que vejo nesta Casa quatro parlamentares da oposição, elogiando a postura do ministro”, comentou Trad.

Judiciário

OAB-MS define lista sêxtupla para desembargador no TJMS; procuradora é a mais votada

Ana Carolina Ali Garcia foi a mais votada pelo Conselho Seccional da OAB-MS; lista sêxtupla tem outras duas advogadas e três advogados

29/05/2026 13h03

Procuradora do Estado, Ana Carolina Ali Garcia

Procuradora do Estado, Ana Carolina Ali Garcia Divulgação

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A procuradora do Estado de Mato Grosso do Sul, Ana Carolina Ali Garcia, foi a mais votada na disputa da vaga da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) pela vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. 

Ela é o primeiro nome da lista sêxtupla que deve ser encaminhada para a TJMS pelo presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, na semana que vem. Também integram a lista as advogadas Regina Iara Ayub, Silmara Salamaia Gonçaves, José Eduardo Chemin Cury (também conhecido como Dadinho Cury), Ewerton Araújo de Brito, e José Roberto Rodrigues da Rosa. 

A lista é composta por três mulheres e três homens porque está alinhada ao princípio da paridade de gênero, obrigação das escolhas das listas de Quinto Constitucional da OAB-MS desde o início desta década. 

Ana Carolina Ali Garcia, que até abril último atuava como Procuradora-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul foi a mais votada pelo Conselho Seccional da OAB-MS, com 43 votos. 

A votação foi a seguinte: 

  • - Ana Carolina Ali Garcia: 43 votos
  • - Regina Iara Ayub: 42 votos
  • - Silmara Salamaia Gonçalves: 42 votos
  • - José Eduardo Chemin Cury: 41 votos
  • - Ewerton Araújo de Brito: 39 votos
  • - José Roberto Rodrigues da Rosa: 35 votos

A expectativa é que, em até 60 dias, talvez antes, o TJMS escolha a lista tríplice e a envie para o governador Eduardo Riedle, que escolherá três dos seis nomes propostos pela OAB-MS nesta primeira fase. 

O novo desembargador ocupará a vaga que foi do advogado Ari Raghiant, que ocupou o posto por 3 anos e meio e deixou o caro em março último, para voltar à advocacia. 

Eleições 2026

Verruck pode trocar disputa na Câmara para ser o 1º suplente de Capitão Contar

Atualmente, o ex-titular da Semadesc é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, mas quadro pode ser alterado

29/05/2026 08h00

O ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL)

O ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) Montagem

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As articulações políticas para a disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul começaram a ganhar força nos bastidores com as lideranças intensificando os diálogos sobre possíveis composições.
A novidade da vez é que o economista Jaime Elias Verruck, ex-titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), pode estar prestes a mudar os rumos de seu projeto político.

Dono de uma trajetória na área técnica e de gestão pública, com atuação destacada em setores ligados ao desenvolvimento econômico, produção e infraestrutura do Estado, o pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos é apontado como provável primeiro suplente do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) na corrida ao Senado.

Conforme apuração do Correio do Estado, a informação que circula entre lideranças ligadas às articulações eleitorais da direita, caso seja confirmada, obrigaria Verruck a abrir mão da Câmara dos Deputados.

Após mais de uma década à frente da Semadesc, atravessando os governos de Reinaldo Azambuja (PL) e Eduardo Riedel (PP), Verruck deixou oficialmente o cargo em abril deste ano para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto em lei.

Apesar da construção de um perfil técnico e de forte interlocução com o setor produtivo, o cenário interno do Republicanos é considerado difícil para sua candidatura. A legenda já tem nomes mais consolidados eleitoralmente, como o deputado federal Beto Pereira, apontado como principal aposta da sigla para manter representação na Casa.

Nos bastidores, a avaliação é de que o Republicanos teria dificuldades para eleger mais de um deputado federal em Mato Grosso do Sul, o que reduziria significativamente as chances de Verruck conquistar espaço competitivo na chapa.

A eventual ida para a condição de primeiro suplente de senador surge, nesse contexto, como alternativa estratégica para mantê-lo no centro das articulações políticas. 

Embora tenha menor protagonismo formal em relação à candidatura principal, a função garantiria presença no principal palanque da direita e manteria o ex-secretário próximo das decisões.

OUTRO LADO

Procurado pelo Correio do Estado, Capitão Contar afirmou que Verruck reúne qualidades técnicas e experiência administrativa que o credenciam como um possível nome dentro de um projeto político voltado ao desenvolvimento estadual.

Entretanto, apesar da avaliação positiva, Contar ressaltou que não existe, neste momento, nenhuma definição oficial ou tratativa formal envolvendo alianças ou composição política.

“Não há nenhuma definição ou conversa formal nesse momento. Mas o Jaime tem um perfil técnico muito respeitado, experiência de gestão e seria, sim, um bom nome dentro de um projeto que pensa no desenvolvimento do Estado”, declarou.
 

Já o ex-secretário negou qualquer possibilidade de disputar uma vaga de suplente ao Senado e afirmou que está focado na construção da pré-candidatura à Câmara dos Deputados.

Ele lembrou que, neste momento, o PL ainda nem definiu quem será o segundo nome da legenda ao lado de Azambuja. “O primeiro é o Reinaldo e o segundo nome vai ser definido em pesquisa entre Contar e o deputado federal Marcos Pollon”, falou, reforçando que isso demonstra que não há definição consolidada no grupo.

“O segundo ponto é destacar que não houve nenhum convite e a minha posição é muito clara: eu sou candidato a deputado federal”, disse. 
Verruck ressaltou que está concentrado na articulação política em diversas regiões do Estado, fortalecendo alianças com lideranças municipais e estaduais para consolidar a candidatura. 

“Não há convite e também não há, da minha parte, nenhum interesse em trocar a candidatura de deputado federal por uma suplência de senador”, concluiu.

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