Política

CORONAVÍRUS

Bolsonaro sanciona lei que torna obrigatório o uso de máscara

A obrigação não se aplica a órgãos e entidades públicos

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que torna obrigatório o uso de máscaras de proteção individual em espaços públicos e privados, mas acessíveis ao público, durante a pandemia de covid-19. A Lei nº 14.019/2020 foi publicada hoje (3) no Diário Oficial da União e diz que as máscaras podem ser artesanais ou industriais.

A obrigação, entretanto, não se aplica a órgãos e entidades públicos. Esse e outros dispositivos foram vetados pelo presidente, que justificou que a medida criaria obrigação ao Poder Executivo e despesa obrigatória sem a indicação da fonte dos recursos.

Pelo texto publicado no Diário Oficial, a obrigatoriedade do uso da proteção facial engloba vias públicas e transportes públicos coletivos, como ônibus e metrô, bem como em táxis e carros de aplicativos, ônibus, aeronaves ou embarcações de uso coletivo fretados.

De acordo com a nova lei, as concessionárias e empresas de transporte público deverão atuar com o poder público na fiscalização do cumprimento das normas, podendo inclusive vedar a entrada de passageiros sem máscaras nos terminais e meios de transporte. O não uso do equipamento de proteção individual acarretará multa estabelecida pelos estados ou municípios. Atualmente, diversas cidades já têm adotado o uso obrigatório de máscaras, em leis de alcance local.

Os órgãos e entidades públicos, concessionárias de serviços públicos, como transporte, e o setor privado de bens e serviços deverão adotar medidas de higienização em locais de circulação de pessoas e no interior de veículos, disponibilizando produtos saneantes aos usuários, como álcool em gel.

O texto prevê que pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial estarão dispensadas da obrigação do uso, assim como crianças com menos de 3 anos. Para isso, eles devem portar declaração médica, que poderá ser obtida por meio digital.

Vetos

O presidente Bolsonaro vetou ao todo 17 dispositivos do texto que foi aprovado no Congresso no dia 9 de junho, alegando, entre outras razões, que criariam obrigações a estados e municípios, violando a autonomia dos entes federados, ou despesas obrigatórias ao poder público sem indicar a fonte dos recursos e impacto orçamentário. As razões dos vetos, que também foram publicadas no Diário Oficial da União, serão agora analisadas pelos parlamentares.

Um dos trechos vetados diz respeito ao uso obrigatório de máscara em “estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos, estabelecimentos de ensino e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas”. Em mensagem ao Congresso, a Presidência explicou que a expressão “demais locais fechados” é uma “possível violação de domicílio por abarcar conceito abrangente de locais não abertos ao público”. Como não há possibilidade de vetar palavras ou trechos, o presidente vetou o dispositivo todo.

Também foi vetada a proibição da aplicação da multa pelo não uso da máscara à população economicamente vulnerável. Para a Presidência, ao prever tal exceção, mesmo sendo compreensível as razões, “o dispositivo criava uma autorização para a não utilização do equipamento de proteção, sendo que todos são capazes de contrair e transmitir o vírus, independentemente de sua condição social”.

A proposta aprovada pelo Parlamento também previa a obrigatoriedade do poder público de fornecer máscaras à população economicamente vulnerável, por meio da rede Farmácia Popular do Brasil. Além de criar despesa obrigatório, de acordo com a Presidência, “tal medida contrariava o interesse público em razão do referido equipamento de proteção individual não ter relação com o Programa Farmácia Popular do Brasil”.

Atendimento preferencial

Um dos artigos da nova lei garante ainda o atendimento preferencial em estabelecimentos de saúde aos profissionais de saúde e da segurança pública diagnosticados com covid-19.

ELEIÇÕES 2026

Em MS, Lula avaliza candidatura de Fábio Trad, Vander Loubet e Soraya

O presidente da República também elogiou escolha da ex-primeira-dama do Estado, Dona Gilda, para ser a vice-governadora

23/03/2026 08h10

Ao centro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com as lideranças do PT no Estado

Ao centro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com as lideranças do PT no Estado Divulgação/PT

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Ao chegar na tarde de ontem a Capital de Mato Grosso do Sul para a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) a fim de se reunir com autoridades dos 133 países-membros, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reuniu-se, ainda no Aeroporto Internacional de Campo Grande, com lideranças do partido para dar o aval às pré-candidaturas da sigla nas majoritárias.

Com isso, a partir de agora, o PT só precisa oficializar nas convenções da legenda os nomes do ex-deputado federal Fábio Trad para governador, da ex-primeira-dama do Estado, Dona Gilda, para vice-governadora, do deputado federal Vander Loubet para senador da República e da senadora da República Soraya Thronicke, que está no Podemos, mas vai se filiar ao PSB, para a reeleição no pleito de outubro.

Durante o rápido encontro, Lula expressou contentamento com a indicação do nome de Fábio Trad para ser o pré-candidato a governador pelo PT, dizendo que o ex-deputado federal foi uma boa escolha para encabeçar o projeto da legenda em nível estadual.

“Além de ter garantido o apoio político à nossa candidatura, demonstrou muita satisfação ao saber que Dona Gilda seria nossa vice, porque tem pelo casal Zeca do PT e Gilda uma amizade de 45 anos”, revelou Fábio Trad ao Correio do Estado.

Com a bênção do presidente da República para disputar o cargo de governador de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad completou que agora o foco será no alinhamento de ações políticas para que os temas estaduais e nacionais não se divorciem na campanha eleitoral. 

“O Lula também fez questão de afirmar que vamos vencer as eleições. Ele também afirmou que sou o melhor nome possível para encarnar o projeto popular e democrático”, assegurou.

O ex-deputado federal afirmou que o PT terá um time forte, unido e comprometido para dar continuidade às conquistas já alcançadas e avançar ainda mais no Estado. “Nosso desafio é construir um Estado mais justo, com oportunidades para todos, valorizando quem trabalha e cuidando de quem mais precisa”, completou.

Fábio Trad concluiu, explicando que o apoio do presidente Lula é decisivo para a consolidação da chapa majoritária do PT no Estado tanto para governador quanto para o Senado. “Quero ressaltar que o partido está construindo, ouvindo a população. A candidatura está nascendo da escuta”, finalizou.

Já o deputado federal Vander Loubet, que é o presidente estadual do PT, disse que, apesar de a conversa com o presidente Lula ter sido muito rápida, foi possível confirmar que Mato Grosso do Sul é estratégico para o partido na Região Centro-Oeste.

“Ele gostou do alinhamento da senadora Soraya [Thronicke]ao nosso projeto e ficou muito otimista que a nossa chapa deve sair vitoriosa nas eleições de outubro”, afirmou ao Correio do Estado.

Vander Loubet reforçou que, com o apoio do presidente Lula, a expectativa do PT de MS é a melhor possível. “Estamos confiantes nesse movimento que estamos construindo aqui em Mato Grosso do Sul para ter uma candidatura competitiva para governador e o Fábio [Trad] encarna isso muito bem”, assegurou.

O presidente estadual do PT acrescentou que Fábio Trad é um grande quadro político para a legenda no Estado.

“Por isso, para termos candidaturas fortes para o Senado Federal, eu e a Soraya [Thronicke], que se filiará ao PSB, vamos fazer essa dobradinha. E tudo isso se traduz em um ambiente positivo para contribuirmos aqui com a reeleição do Lula”, projetou.

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ELEIÇÕES 2026

Zema renuncia ao governo de MG faz discurso em tom eleitoral: 'Brasil está sendo destruído'

Apesar de Zema se dizer pré-candidato a presidente, nos bastidores, ele é cotado como vice em alguma candidatura do campo da direita, como a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

22/03/2026 22h00

Zema pretende lançar candidatura para Presidente da República

Zema pretende lançar candidatura para Presidente da República Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Romeu Zema (Novo) renunciou neste domingo, 22, ao governo de Minas Gerais, passando o comando do Estado a seu vice, Mateus Simões (PSD). Na cerimônia de transmissão de cargo, Zema, que pretende se lançar à Presidência da República na eleição deste ano, fez um discurso em tom eleitoral, com críticas ao governo Lula (PT).

Ao resgatar suas ações em Minas desde que assumiu o primeiro mandato, em 2019, ele disse que agora é a hora de "fazer a mesma coisa pelo Brasil". "Ninguém aguenta mais a farra da corrupção, ninguém aguenta mais viver com medo, ninguém aguenta mais a conta não fechar no fim do mês", criticou.

"O Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília, o Brasil está sendo destruído pelo mesmo sistema que destruiu Minas Gerais. Mas vou dizer aqui uma coisa para vocês: nós não somos um País fracassado, nós somos, sim, um País roubado. O problema do Brasil não é falta de recursos, é sobra de ladrão", continuou.

Zema afirmou que tem andado pelo Brasil e entendeu que o brasileiro não quer um País perfeito. "Ele só quer um País que seja dele outra vez e não mais o Brasil dos intocáveis. Esse País é possível, porque no Brasil nunca faltou gente disposta a fazer a coisa certa."

E finalizou: "O que faltou foi, sim, respeito do governo com a nossa gente. Foi por isso que nós começamos a mudar em Minas. E agora chegou a hora de mudar o Brasil todo".

Apesar de Zema se dizer pré-candidato a presidente, nos bastidores, ele é cotado como vice em alguma candidatura do campo da direita, como a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possibilidade que o agora ex-governador nega.

Discurso do novo governador

O novo governador Mateus Simões fez agradecimentos a Zema em seu discurso de posse na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). "Ao longo dessa jornada, eu poderei entregar muitas das obras e programas que o governador Romeu Zema iniciou, mas quero ir além ao lado dos meus deputados", disse. A solenidade na ALMG foi acompanhada pelo presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab

Simões também disparou críticas ao governo federal ao citar a ponte sobre o Rio Grande, dizendo que ela "não tem dono, aparentemente". "O rio é federal, mas a União diz que a ponte não é dela. Minas diz que não foi Minas que construiu. São Paulo também diz que não foi São Paulo que construiu, apesar de Minas e São Paulo terem estradas que levam até a ponte. A ponte está com fissuras num pilar, teve de ser interditada e o problema parece que não é de ninguém", argumentou.

Em seguida, ele disse que a reforma será bancada com recursos de Minas e de São Paulo, e afirmou que não pode contar com a ajuda do governo federal. "A ponte já está sendo reformada com dinheiro de Minas Gerais, e eu vou mandar um boleto depois para o Tarcísio, viu Kassab? Ele tem dinheiro para ajudar. Para o governo federal não vou mandar, porque acho que eles não ajudariam mesmo", continuou.

Simões é pré-candidato ao Palácio Tiradentes, mas não está bem colocado nas pesquisas de intenção de voto recentes. Segundo levantamento Real Time Big Data divulgado no último dia 13, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera a disputa em todos os cenários pesquisados, variando entre 30% e 40% dos votos, a depender dos concorrentes. Já Simões aparece com números entre 9% e 19%, também variando de acordo com os demais postulantes ao cargo.

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