CRISE NO PARTIDO

Bernal deixa presidência do PP e deputado deve assumir

Ex-prefeito não entrou em detalhes sobre o que motivou decisão
17/06/2019 20:27 - YARIMA MECCHI


 

A crise que parecia ter passado continua no Partido Progressista. Após brigas com correligionários em um grupo de Whatsapp, o ex-prefeito de Campo Grande e então presidente da agremiação, Alcides Bernal, postou no seu perfil do Facebook que vai deixar a presidência para o deputado estadual Evander Vendramini. 

Na publicação feita na tarde de hoje,  Bernal diz: "estou me afastando da vida pública partidária. Licenciando-me para que o deputado Evander possa exercer a presidência do PP". 

Não é novidade que Evander poderia assumir o controle da sigla, ele já tinha demonstrado interesse em disputar na eleição da executiva estadual, prevista para acontecer em agosto quando encerrava o mandato de Bernal. 

O ex-prefeito de Campo Grande não estava satisfazendo seus correligionários a frente do Progressista. Uma verdadeira crise se instalou na sigla após o vereador da capital, Valdir Gomes, expor que não eram feitas reuniões no partido, além da falta de diálogo com o então presidente. 

Uma reunião foi feita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, entre filiado com e sem mandato, e posteriormente outra conversa foi realizada com a presença de Bernal. Ao fim, todos defenderam que era necessário abrir o diálogo entre os integrantes do partido. E Bernal chegou a dizer que seria o candidato a prefeitura da Capital pelo partido em 2020. 

Bernal, Vendramini e o vereador Cazuza foram à Brasília conversar sobre a situação do partido e ficou definido que o então presidente ia permanecer no cargo até o fim do seu mandato, em agosto, e posteriormente uma convenção seria realizada. 

Procurado, Bernal disse que não vai sair do partido e apenas se licenciar do cargo de presidente. O ex-prefeito não entrou em detalhes sobre o que levou tomar a decisão. 

O deputado Evander afirmou que Bernal encaminhou uma mensagem desejando boa sorte e dizendo que ia se afastar. 

 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".