Política

reequilíbrio

Azambuja não está preocupado
com o impacto das medidas nas eleições

Governador disse que foi preciso ter coragem para tomar decisões impopulares

DA REDAÇÃO

05/12/2017 - 04h00
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O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não está preocupado com eventual impacto negativo das medidas impopulares, adotadas para reequilíbrio das finanças do Estado, nas eleições de 2018.

Ele reconheceu, no entanto, que teve de enfrentar resistência de setores do funcionalismo e de outros setores da sociedade à implementação de planos antipáticos.

Azambuja sabe muito bem dos problemas eleitorais, hoje, por causa dessas medidas. Mas ele justificou ser necessária a tomada de decisão para não deixar Mato Grosso do Sul afundar numa crise financeira sem precedente.

Por essa razão, preferiu pensar no futuro do Estado a dar prioridade à reeleição. “Eu não me preocupo com a eleição”, afirmou o governador. “Eu acho que a eleição é conjuntural, é um momento que o cidadão e a cidadã se manifestam na escolha de quem deve governar o País, de quem deve governar os estados”, explicou.

A motivação de governar o Estado, ressaltou Azambuja, é buscar solução dos problemas sem pensar nas urnas. “O que me preocupa, o que me motiva na atividade política, na responsabilidade do dia a dia, é cumprir com as obrigações do Estado”, afirmou. 

*Leia reportagem, de Adilson Trindade e Natalia Yahn, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

encontro com embaixadores

Tarcísio discorda de Flávio e diz confiar nas urnas eletrônicas

"Olha, eu confio nas urnas. Até porque, se eu não confiasse, não estava disputando a eleição, né? Foram as urnas que me trouxeram aqui", disse Tarcísio

23/07/2026 07h12

O chefe do Executivo paulista participou de evento de comemoração dos 25 anos da BandNewsTV, na capital paulista

O chefe do Executivo paulista participou de evento de comemoração dos 25 anos da BandNewsTV, na capital paulista

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O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira, 22, que confia nas urnas eletrônicas. A declaração foi dada em reação às falas do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em evento com embaixadores estrangeiros.

Conforme revelou o Estadão/Broadcast, Flávio pediu aos representantes que seus países enviem observadores para acompanhar as eleições brasileiras e associou, sem apresentar provas, as urnas usadas no País a suspeitas de manipulação eleitoral na Venezuela.

"Olha, eu confio nas urnas. Até porque, se eu não confiasse, não estava disputando a eleição, né? Foram as urnas que me trouxeram aqui", disse Tarcísio, em coletiva de imprensa. "Acho que a gente tem que discutir projeto. O importante é a gente discutir projeto, olhar o que o Brasil está precisando. Sair dessa discussão que não vai levar a lugar nenhum."

O chefe do Executivo paulista participou de evento de comemoração dos 25 anos da BandNewsTV, na capital paulista. Também compareceram o vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB), os ministros Sidônio Palmeira (Secretaria da Comunicação Social) e Frederico Siqueira (Comunicações), além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Na terça-feira, 21, Flávio discursava no evento "Debatendo o Brasil", promovido pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, quando mencionou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2023, justamente em razão de uma reunião com embaixadores. Ao longo da exposição, o pré-candidato repetiu informações falsas sobre as urnas.

O senador citou um documento da CIA que aponta suspeita de manipulação nas eleições venezuelanas de 2010 e afirmou que parte das urnas usadas no Brasil "têm a mesma origem" da empresa Smartmatic, apontada no relatório. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já negou essa associação em nota de 2020, na qual afirma que o sistema eletrônico de votação brasileiro foi concebido e é gerido só pela Justiça Eleitoral.

As falas geraram reação jurídica do campo oposto. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, protocolou nesta quarta-feira uma representação no TSE contra Flávio pelas declarações. Os partidos argumentam que o senador divulgou informação sabidamente falsa. Segundo a representação, o relatório da CIA citado por ele trata apenas da atuação da Smartmatic na Venezuela e não faz nenhuma referência ao sistema eleitoral brasileiro.

Na ação, a Federação pede que o TSE determine, de forma liminar, a remoção de publicações sobre o tema feitas por Eduardo Bolsonaro, Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC). Os partidos também solicitam que os quatro parlamentares sejam proibidos de propagar a associação entre a Smartmatic e as urnas eletrônicas brasileiras, sob pena de multa de R$ 30 mil cada ao final do processo.

Flávio e o novo tarifaço

Tarcísio também afirmou que é preciso "deixar de procurar narrativas" ao comentar a relação de Flávio Bolsonaro com a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros nesta quarta-feira, 22.

Ao chegar ao evento, Tarcísio deu uma declaração rápida à imprensa, afirmando que Flávio "não tem nada a ver" com o novo tarifaço. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já discursou em audiência com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, em inglês) e também enviou ao órgão um documento sugerindo que as tarifas fossem adiadas, tendo em vista as eleições brasileiras deste ano.

"A gente tem que procurar deixar de ficar procurando narrativa para entender a coisa sob o prisma comercial", disse Tarcísio. "Os países estão ali tentando defender os seus interesses. O americano defendendo o interesse dele, e o brasileiro tem que defender o seu interesse também."

Condenação

Caso Marielle: Dino mantém perda do mandato de Chiquinho Brazão

Perda foi declarada pela Câmara dos Deputados em abril do ano passado

22/07/2026 21h00

Alerj

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (21), manter a cassação do mandato do ex-deputado Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ), um dos condenados por atuar como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.

Em abril do ano passado, a Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato de Chiquinho por faltas, conforme determina a Constituição. Ele deixou de comparecer às sessões porque está preso.

No mandado de segurança protocolado no Supremo, a defesa do ex-deputado disse que a Casa não respeitou o direito à presunção de inocência e declarou a perda do mandato automaticamente após contabilizar um terço de faltas.

No entendimento de Flávio Dino, a decisão da Casa seguiu a Constituição e o regimento interno.

"O julgamento de mérito da Ação Penal nº 2.434 (Caso Marielle), com a condenação do impetrante à pena de 76 anos e três meses de reclusão, em regime inicial fechado, e a manutenção de sua prisão preventiva, confirma a impossibilidade material e jurídica de exercício do mandato parlamentar", afirmou o ministro.

Condenação

Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do Supremo condenou o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Policia Militar Ronald de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto pela participação no assassinato de Marielle e seu motorista. 

Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos de prisão.

Rivaldo recebeu pena de 18 anos de prisão. Ronald vai cumprir 56 anos de prisão, e Robson Calixto foi condenado a 9 anos. Todos estão presos e cumprem prisão definitiva, exceto Chiquinho, que está em prisão domiciliar por questões de saúde.

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