Política

relação

Reinaldo Azambuja foi quem
apresentou delator para Puccinelli

Ivanildo trabalhou em Maracaju, onde conheceu família de governador

JONES MÁRIO

14/11/2017 - 15h52
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O ex-operador do esquema de recebimento de propinas investigado pela Operação Lama Asfáltica, Ivanildo da Cunha Miranda, revelou em depoimento que foi apresentado ao ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), pelo atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB).

"No ano de 2006, eu fui fazer uma visita a dona Zulmira [Azambuja, mãe de Reinaldo]. Chegando lá [...] eu encontrei o Reinaldo Azambuja junto com o senhor André Puccinelli, e o Reinaldo me apresentou o então candidato André Puccinelli, ao governo".

Em colaboração com Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), Ivanildo Miranda detalhou que tem "muita ligação" com a família Azambuja, pois trabalhou entre 1989 e 1990 em Maracaju - cidade-natal do atual chefe do Executivo Estadual.

Miranda narra que o encontro ocorreu em Campo Grande. "O André Puccinelli me perguntou se eu não queria ser um colaborador dele na campanha. Ele queria que eu trabalhasse na campanha, porque ele tinha pouca gente, e eu fui pensar nisso aí. Pensei. Depois de um determinado tempo voltei a Campo Grande e falei que eu aceitava o desafio. Que eu iria trabalhar para ele", disse.

O depoimento do ex-operador do esquema investigado pela Operação Lama Asfáltica foi dado em agosto deste ano.

NOVA FASE

A Polícia Federal, a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal deflagraram nesta terça-feira (14) a quinta fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Papiros de Lama. Segundo apuração dos órgãos, o esquema totaliza R$ 235 milhões de desvio de recursos públicos até o momento.

A fase tem como alvo principal o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli. A Justiça Federal expediu mandado de prisão preventiva contra ele, cumprido na manhã desta terça-feira. 

Também é alvo de mandado de prisão André Puccinelli Junior. Pai e filho foram abordados em suas casas por volta das 6h e foram levados para a Superintendência de Polícia Federal, em Campo Grande.

ex-presidente

Bolsonaro tem picos de pressão alta durante a semana, diz boletim médico

Os picos foram controlados com doses extras da medicação em uso

26/06/2026 22h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Walter Campanato/Agência Brasil

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 O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou picos de pressão alta moderados ao longo da semana, segundo boletim médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os picos foram controlados com doses extras da medicação em uso.

O relatório informa ainda que o tratamento para os episódios recorrentes e prolongados de soluço foi mantido no limite de segurança, sem alterações na prescrição. Os médicos observaram efeitos colaterais da medicação: sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.

Os pulmões do ex-presidente ainda mostram sequela da pneumonia que o ex-presidente contraiu em março deste ano.

Bolsonaro, de 71 anos, está em acompanhamento médico domiciliar. O boletim é o mais recente de uma série de relatórios semanais divulgados desde que o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar.

O boletim anterior, divulgado na sexta-feira, 19, apontava evolução no tratamento, com melhora no ombro operado e redução dos episódios de soluço.

Na ocasião, os médicos relataram também maior disposição física do ex-presidente. Os efeitos colaterais da medicação, sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal, já estavam presentes naquele relatório.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

No fim de março, ele obteve autorização para permanecer me prisão domiciliar humanitária monitorada pelo prazo de 90 dias devido à situação grave de saúde.

SOB RISCO

Marcos Pollon recorre e decisão sobre suspensão fica para o 2º semestre

Defesa do deputado federal contesta processo e busca reverter suspensão recomendada pelo Conselho de Ética

26/06/2026 17h00

O deputado federal Marcos Pollon (PL) recorreu contra suspensão do mandato parlamentar

O deputado federal Marcos Pollon (PL) recorreu contra suspensão do mandato parlamentar Divulgação

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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) apresentou recurso à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados contra a decisão do Conselho de Ética da Casa que recomendou sua suspensão por dois meses. Com a medida, a análise do caso fica transferida para o segundo semestre legislativo.

A punição foi aprovada pelo Conselho de Ética em razão de um discurso feito pelo parlamentar durante manifestação realizada em 3 de agosto, em Campo Grande, em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

No recurso, a defesa sustenta que o processo apresenta "vícios insanáveis" que, segundo a argumentação, violam a Constituição Federal, o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e princípios do direito sancionador.

Entre os pontos levantados está a alegação de que, durante a tramitação no Conselho de Ética, o relator negou a oitiva das testemunhas indicadas pela defesa e rejeitou o pedido de realização de perícia no vídeo que embasou a representação contra o deputado. 

Para os advogados, a negativa das provas comprometeu a apuração dos fatos e restringiu o direito constitucional de defesa. 

A defesa também afirma que o pronunciamento de Pollon está protegido pela imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição Federal, que garante aos congressistas inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato. 

Conforme o recurso, o discurso foi realizado no contexto da defesa dos presos pelos atos de 8 de janeiro e da cobrança para que o projeto de anistia fosse pautado na Câmara dos Deputados.

Outro argumento apresentado contesta o entendimento do relator de que a imunidade parlamentar não alcançaria manifestações consideradas abusivas. 

De acordo com a defesa, a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal reconhece ampla proteção às manifestações parlamentares no contexto do debate político, entendimento que, segundo o recurso, também consta em pareceres anteriores do próprio Conselho de Ética.

O documento ainda sustenta que a suspensão de um mandato somente deve ocorrer diante de conduta comprovadamente grave e capaz de causar dano efetivo à instituição. 

Para a defesa, a penalidade recomendada é desproporcional e compromete não apenas o exercício do mandato de Pollon, mas também a representação dos eleitores que o escolheram.

Agora, caberá à Comissão de Constituição e Justiça analisar se houve irregularidades ou abuso procedimental na condução do processo pelo Conselho de Ética. 

Paralelamente, a CCJ também deverá examinar outro recurso apresentado por Pollon contra a decisão que recomendou sua suspensão por dois meses em razão da ocupação da Mesa Diretora da Câmara durante manifestação em defesa dos presos de 8 de janeiro.

Mesmo após a análise dos recursos pela comissão, os dois processos ainda precisarão ser submetidos ao plenário da Câmara dos Deputados. Para que a suspensão do mandato seja confirmada, será necessária a aprovação por maioria absoluta da Casa, com pelo menos 257 votos favoráveis.
 

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