Quarta, 20 de Junho de 2018

MAJORITÁRIA

Azambuja confirma “namoro” com DEM para apoio a sua reeleição

Governador não tem dúvida sobre ingresso dos democratas na aliança do PSDB

12 JUN 2018Por Renata Volpe Haddad e Gabriela Couto04h:00

Hoje, quando é comemorado o Dia dos Namorados, o governador Reinaldo Azambuja já conta com DEM na aliança do PSDB, depois de firmar a “paquera” entre os dois partidos, que se transformará em “casamento” nas convenções. Agora, ele busca parceria com outras legendas para fortalecer a coalizão de sustentação do seu projeto de reeleição. 

Ao analisar o processo eleitoral, o governador não vê entusiasmo do eleitor com a pré-campanha eleitoral, depois de tantos problemas enfrentados pelo País. Para Azambuja, “o eleitor está mais preocupado com a Copa do Mundo do que com as eleições”.

O gestor do Estado declarou ver um distanciamento do interesse do eleitor com as eleições deste ano. “O eleitor está mais preocupado com seu dia a dia, com a vida, com a Copa do Mundo que está chegando, do que com as eleições. Até porque, quando se pergunta sobre as eleições, de 80% a 90%  diz que não sabe em quem votar, isso quer dizer justamente que o eleitor não está focado no pleito eleitoral”, avaliou.

Questionado sobre as alianças partidárias, o tucano declarou conversar com vários partidos e “namorar” o DEM. “O PSDB tem conversado com várias outras siglas, com os membros, e a gente fica contente, porque política é diálogo, não tem milagre, gestão pública é a construção de muitos. Vamos procurar uma aliança com outros partidos e o DEM faz parte disso”, disse. 

Em sua avaliação, Mato Grosso do Sul está dando certo economicamente. “Diferentemente da maioria dos outros estados brasileiros”, afirmou. 

Reinaldo Azambuja foi questionado sobre as pesquisas eleitorais e se o pré-candidato à Presidência da República do seu partido, Geraldo Alckmin, que tem apenas 6% de intenção de votos conforme o Datafolha, o atrapalharia na eleição.

“Geraldo é um candidato que espelha uma realidade para os momentos difíceis do Brasil e qualquer um que ganhar a Presidência vai enfrentar. Vai ter que fazer reformas estruturantes no País, isso impõe diálogo com Congresso, dispõe de diálogo com a própria sociedade organizada, porque qualquer mudança pode ser traumática para alguns segmentos e o próximo presidente vai ter esse enfrentamento, vai ter que discutir pautas impopulares, mas necessárias para o equilíbrio do Brasil”, avaliou.  

O governador fez uma avaliação sobre as pesquisas e disse que Alckmin está focado em como melhorar o País. “Ele está trabalhando nisso sem utopia e sem vender sonhos. Tem uns candidatos vendendo sonhos e isso não vai se materializar. Quem não enfrentar essas pautas será difícil fazer a estabilidade da economia brasileira e nós precisamos que o Brasil tenha crescimento para suportar os problemas que vivemos hoje”, criticou. 

Quando se refere às pautas impopulares, o governador cita a reforma política e a previdenciária, que, segundo ele, serão necessárias quando o próximo presidente for eleito.

“Quando o próximo presidente da República foi eleito, vai ter que discutir reforma política, é um escárnio conviver com mais de 34 partidos, um absurdo. Vai ter que discutir a reforma previdenciária, porque ela vai tirar privilégio de um segmento para beneficiar toda a população. Isso vai ter que ser feito por qualquer um que ganhar”, avaliou. (Colaborou Bruna Aquino)

 

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