Política

ELEIÇÕES 2018

Após baixas, MDB anuncia Junior Mochi como candidato ao Governo

Partido ainda não tem um nome para vice

YARIMA MECCHI E RENATA VOLPE HADDAD

14/08/2018 - 17h10
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Após duas baixas na chapa majoritária do MDB, o deputado e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Junior Mochi foi confirmado como candidato ao Governo do Estado pela sigla. O partido ainda não tem um nome para vice, mas conforme informações de bastidores deve ser decidido até amanhã (15), data limite para registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O primeiro nome lançando pelo MDB para concorrer ao Executivo estadual foi o do ex-governador André Puccinelli, porém como está preso desde o dia 20 de julho, pediu para que a senadora Simone Tebet (MDB) assumisse seu posto nas urnas. O anúncio da troca foi feito no dia 29 de julho, mas após 14 dias, no domingo (12) a parlamentar desistiu da disputa eleitoral.

Na tentativa de manter parte de chapa anunciada na convenção da sigla, Simone indicou que o partido apoiasse a candidatura do procurador de Justiça e seu ex-vice-candidato ao Governo, Sérgio Harfouche (PSC), como cabeça de chapa. Em mais uma reviravolta nos planos do partido, sem uma resposta emedebista, Harfouche declarou que não vai mais apoiar a chapa do MDB e se colocou na disputa por uma cadeira do Senado Federal.

Com saída do PSC da base aliada do MDB, apenas cinco partidos continuam oficial com a sigla de Puccinelli, sendo eles o PTV, DC, PR, PHS e PRTB.

ex-ministra

'Tem de colocar um freio de arrumação urgente e imediato', defende Simone Tebet sobre STF

Ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo disse que crise institucional pode se estender à ecnomia se não for contida

16/09/2026 22h00

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet Valter Campanato/Agência Brasil

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Questionada sobre impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista ao portal Terra, Simone Tebet (PSB), ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo, afirmou a necessidade de uma reforma no Judiciário feita o quanto antes. "Tem de colocar um freio de arrumação urgente e imediato", declarou.

Para ela, o movimento para conter a crise atual é imprescindível, uma vez que a crise institucional pode se estender à economia, gerar desemprego e inflação e afugentar investimentos estrangeiros.

Entre as medidas para reformar o Judiciário, ela defende o fim dos penduricalhos, da vitaliciedade para membros do STF e que decisões monocráticas sejam, posteriormente, avaliadas pelo plenário da Corte.

A candidata também expressa o desejo de participar, caso eleita ao Senado Federal, da comissão que irá avaliar questões relacionadas ao Judiciário.

Ainda na entrevista, a candidata aproveitou para defender sua candidatura ao Senado pelo Estado de São Paulo. Tebet tem carreira política formada no estado do Mato Grosso e foi questionada por candidatos pela decisão de concorrer por outro estado.

Em sua resposta, fez referência a Tarcísio de Freitas (Republicanos), "carioca eleito, legítima e democraticamente, governador de São Paulo, sem nunca ter tido um imóvel, nem história aqui", define.

"Em polarização absurda, eu tive 9% dos votos da capital do Estado de São Paulo. Portanto, São Paulo já me abraçou. O resultado das urnas, bem-sucedido ou não, é quem vai dizer se eu mereço ou não representar o Estado de São Paulo. Agora, eu tenho propriedade aqui, estudei aqui, tenho filhas aqui, tenho história. Nasci na divisa, então conheço todo o noroeste paulista. Casei com alguém do Estado de São Paulo. Eu conheço a realidade social e econômica; conheço São Paulo", declarou. A candidata ainda caracterizou o Estado como "locomotiva do País"

Em outro momento da entrevista, defendeu a maior participação das mulheres na vida política do País e espera que ocupem mais cadeiras no STF nas próximas indicações. Entretanto, acredita que a maior representação depende de quem ganhar as próximas eleições.

"Se for o presidente Lula, sem dúvida nenhuma [terá indicação de uma mulher]. De preferência, espero eu, que seja uma mulher negra. Acho que nós nunca tivemos e precisamos dessa representatividade. Mas que a próxima seja uma mulher para começar a alcançar pelo menos 30%. Nós nunca tivemos duas mulheres ao mesmo tempo. Aliás, só tivemos duas mulheres."

Caixinha gorda

Rose, Geraldo e Camila são os 'mais ricos' na corrida para deputado federal em MS

Grande maioria da verba destinada aos três candidatos é oriunda do fundo eleitoral partidário

16/09/2026 17h30

Geraldo Resende, Camila Jara e Rose Modesto são os mais endinheirados na busca por uma vaga na Câmara Federal

Geraldo Resende, Camila Jara e Rose Modesto são os mais endinheirados na busca por uma vaga na Câmara Federal Fotos/ Reprodução

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Rose Modesto, Geraldo Resende e Camila Jara são os mais endinheirados entre todos os postulantes na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados por Mato Grosso do Sul. 

Confome o Divulgacand, portal de candidaturas da Justiça Eleitoral, a grande maioria da verba destinada aos três candidatos é oriunda do fundo eleitoral de seus respectivos partidos. 

Companheiros de legenda , Rose Modesto e Geraldo são os mais ricos. Com R$3,08 milhões disponível para utilizar em campanha, Rose lidera a lista. De acordo com a Justiça eleitoral, deste montante, R$2,90 milhões foram cedidos pelo União Brasil. Além deste valor, a ex-deputada recebeu cerca de R$ 10 mil em doações. 

De todo o montante recebido por ela, R$ 1,2 milhão foram gastos apenas com "atividade de militância e mobilização de rua". 

Na mesma linha, Geraldo Resende aparece como o segundo candidato que mais recebeu verba de campanha entre os candidatos a deputado federal, R$ 2.89 milhões, dinheiro integralmente cedido pelo partido, segundo a Justiça Eleitoral.

Em busca de seu sétimo mandato, Resende já gastou R$ 1,2 milhão com "despesas de pessoal", cerca de R$ 150 mil com adevisos e R$ 43 mil em aluguel de imóveis e carros. 

A petista Camila Jara fecha a lista dos três mais endinheirados. Em busca de seu segundo mandato consecutivo, ela recebeu R$ 2.82 milhões do fundo partidário, além de doar R$ 10 mil de seu próprio bolso para auxiliar na campanha.

Até aqui gastou R$ 1,4 milhão com "despesas de pessoal", além de R$ 229 mil com contratações de empresas terceirizadas e R$ 125 mil com serviços advocatícios. 

A lista dos mais endinheirados também é composta por políticos de reconhecimento em todo o estado e outros dois nomes do interior, destaque para Isa Marcondes (Republicanos), vereadora douradense conhecida como "Cavala". Novata na corrida por uma vaga no Congresso, ela conta com R$ 1,8 milhão para a campanha atual. 

Além dela, Dra Clediane (PP), ex-prefeita de Jardim, apadrinhada politicamente por Tereza Cristina aparece em 7° na lista. Cabe destacar que todos os candidatos podem gastar  R$ 3.176.572,53 até o próximo dia 4 de outubro, data do primeiro turno. 

Confira o top-10

  • Rose Modesto R$ 3.008.000,00
  • Geraldo Resende R$ 2.899.800,00
  • Camila Jara R$ 2.825.000,00
  • Dagoberto Nogueira R$ 2.730.000,00
  • Dr. Luiz Ovando R$ 2.611.500,00
  • Jaime Verruck R$ 1.923.741,88
  • Dra. Clediane R$ 1.850.000,00
  • Beto Pereira R$ 1.845.500,00
  • Isa Marcondes R$ 1.806.000,00
  • Mara Caseiro R$ 1.520.626,67

Para além dos abonados, 26 candidatos fazem campanha sem qualquer valor recebido, ao menos até esta quarta-feira (16).

Outros 71 candidatos disputam o pleito deste ano com até R$ 100 mil. Cabe destacar que quanto mais a caixinha cresce, o número de endinheirados reduz drasticamente, exceto na ponta da lista, onde se situam candidatos que já possuem vida/cargo público.  

Entre todos os 143 candidatos, apenas 16 conduzem suas respectivas campanhas com verba entre R$ 100 mil - R$ 200 mil. 

Valor arrecadado/ Candidaturas 

  • R$ 0 / 26 candidatos
  • R$ 500 - R$ 50 mil / 37 candidatos 
  • R$ 80 mil - R$ 100 mil / 8 candidaturas
  • Acima de R$ 1 milhão / 18 candidatos 

Lista dos demais milionários 

  • Marcos Pollon R$ 1.507.283,90
  • Rodolfo Nogueira R$ 1.505.626,27
  • Roberto Hashioka R$ 1.430.000,00
  • Keliana Fernandes R$ 1.100.000,00
  • Luana Ruiz R$ 1.088.928,66
  • Marquinhos Trad R$ 1.025.000,00
  • Giroto R$ 1.002.626,67
  • Tenente Portela R$ 1.000.626,67

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