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DECISÃO DO CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO

Tenente-coronel que matou o marido é reformada pela PM

Itamara ainda aguarda júri pelo crime, mas não poderá exercer função ativa na PM

6 NOV 19 - 20h:33GLAUCEA VACCARI E THIAGO GOMES

A tenente-coronel da Polícia Militar, Itamara Romeiro Nogueira, acusada de matar o marido, o major da PM Valdeni Lopes Nogueira, será reformada administrativamente, ou seja, ela não poderá exercer nenhum trabalho ativo na corporação. Decisão é do Conselho de Justificação da Polícia Militar e foi dada nesta quarta-feira (6).

Advogado da policiail, José Roberto Rodrigues da Rosa, afirmou que há prazo para que a oficial recorra da decisão e que ela analisará a questão com calma. No entanto, o advogado adiantou que, a princípio, a tenente-coronel não teria mais interesse em permanecer ativa na corporação, por preferir se dedicar a cuidar da filha adolescente.

Itamara compareceu perante o conselho em sessão realizada na Corregedoria da PM. Cabe ao conselho, diante de um fato grave envolvendo oficial da corporação, decidir se há condições ou não de ele permanecer no serviço ativo. No caso da tenente-coronel, que trabalha na Assessoria Militar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o colegiado decidiu pela sua reforma.

A Tenente-coronel ainda irá a julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande pelo crime. Ela aguarda o júri popular em liberdade.

RELEMBRE O CASO

O crime aconteceu no dia 12 de julho de 2016, na residência do casal, localizada na Rua Brasil Central, Bairro Jardim Santo Antônio, em Campo Grande. Conforme a denúncia da Promotoria de Justiça, Itamara Romeiro, que desde a época dos fatos era ajudante de ordens na Coordenadoria-Geral de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça, desferiu tiros de pistola contra Valdeni.

Os dois eram casados, tinham uma filha e estariam enfrentando problemas conjugais. Naquele dia, houve uma discussão entre eles, no interior da residência. A vítima teria se dirigido à porta que dá acesso à garagem, para sair do local, oportunidade em que a tenente-coronel pegou a pistola e efetuou os disparos, atingindo o major nas costas. Ele morreu no local. A oficial alega que agiu em legítima defesa, sustentando que o marido pretendia pegar uma arma que estava na caminhonete. Ela chegou a ser autuada em flagrante, procedimento à época convertido em prisão preventiva. Mas, logo depois, foi liberada para responder ao processo em liberdade.

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