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CORRUPÇÃO POLICIAL

Promotoria vai apurar furto de 173 kg de maconha de delegacia

Suspeito do crime, policial civil foi preso e afastado

13 OUT 19 - 15h:57RAFAEL RIBEIRO

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul vai assumir as investigações do furto de mais de 170 quilos de maconha de dentro da Delegacia de Itaquaraí.

Um inquérito civil foi aberto pelo promotor Paulo da Graça Riquelme de Macedo Júnior, que herdará a apuração feita pela Corregedoria da Polícia Civil, que levaram ao nome do investigador Eduardo Luciano Diniz, flagrado por imagens de câmeras de segurança supostamente transportando a carga de maconha em uma viatura do órgão de segurança.

A apuração policial teve início quando o escrivão do caso das aprensão das drogas, ocorrida em 8 de junho deste ano. Ao todo, a droga pesou 559 quilos.

Na checagem da prova recolhida, o susto. O escrivão constatou uma “grande diferenças nas embalagens apreendidas”, já que parte da droga, agora, estava dentro de uma pilha de sacos de ração, feitos de nylon amarelo. O entorpecente embalado nos pacotes verdes foi novamente pesado, totalizando 386 quilos –ou seja, 173 a menos. Já as drogas que estavam nos sacos que não estavam no local antes pesaram cerca de 200 quilos.

Dados coletados na delegacia e em câmeras de segurança apontaram, ainda, que durante o plantão, da 1h45 às 2h50, uma viatura GM Blazer da Polícia Civil percorreu um trajeto de 8 km entre a delegacia e um lote no assentamento Indaiá –sendo que a saída havia sido registrada como se fosse para um local oposto pela BR-163. O local visitado era o endereço de Moisés Lopes Ferreira, 37, com suspeitas anteriores de envolvimento com o tráfico. Além dele, Cristiano da Silva Marques, 32, também teria envolvimento com os fatos.

No percurso, a viatura foi seguida por uma caminhonete Toyota Hilux. Foram encomendados exames para verificar se a droga foi transportava no compartimento de presos da viatura. Com a apuração do caso, ainda foram verificados procedimentos inadequados adotados por Diniz durante a apreensão, sendo apontado que ele teria atuado na substituição da droga.

Marques e Ferreira estão presos, assim como o policial civil, que foi afastado de suas funções.

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