Polícia

CASA CAIU

Pernambucano despachava maconha por Sedex para o Brasil

Foi preso após enviar remessas a SP, MG e PE, alegando ajudar a mãe

RAFAEL RIBEIRO

05/09/2019 - 10h24
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Policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) prenderam nesta quarta-feira (4), em Dourados, um estudante pernambucano de 20 anos, morador de Recife, acusado de integrar quadrilha que realizava despacho de drogas para várias cidades do País através de encomendas forjadas pelos Sedex, dos Correios. 

Segundo a polícia, ele alegou que veio à cidade terminar os estudos e, para ajudar a mãe cadeirante, aceitou realizar o envio dos entorpecentes há pelo menos dois meses. 

O suspeito pegava a maconha em Dourados ou Itaporã e as enrolava com fita adesiva e plástico. Depois, colocava dentro de caixas e despachava pelo serviço de entregas relâmpagos da empresa estatal alegando se tratar de esculturas. 

Essa seria a quarta remessa a ser realizada pelo acusado. Por quilo, contou receber R$ 200. 

Ainda de acordo com a polícia, o estudante monitorou várias agências dos Correios em Dourados para entender o fluxo de movimento nos locais e os horários com o menor número de funcionários atendendo.

A estratégia era para que as caixas recheadas com maconha encaminhadas por ele através do Sedex, não passassem por averiguação instantânea. Para isso, ele também colocava peças de artesanato e animais de pelúcia no interior desses objetos. 

O rapaz foi preso por policiais civis do SIG em um hotel na região central na quarta-feira (4), se preparando para efetuar uma nova remessa. 

Com ele os investigadores apreenderam sete tabletes da droga totalizando oito quilos, duas caixas padrão usadas nas encomendas da estatal, documentos falsos e um rolo de plástico para envolver o ilícito. 

As remessas já teriam sido destinadas a São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.  

De acordo com o delegado Rodolfo Daltro, o estudante realizava o crime em Dourados há pelo menos 45 dias. 

Integrantes da quadrilha o acionavam e passavam as coordenadas e o destino de envio. 

“A maconha era enviada como peças artesanais a diversos locais. Ao longo desse período em Dourados ele monitorou as agências de Correios, observando o fluxo de pessoas e de trabalhadores. Aqueles que forneciam a droga a ele também repassavam dinheiro para pagar a encomenda, feita via Sedex”, disse o delegado. 

O pernambucano afirmou receber R$ 200 por cada quilo enviado e havia realizado três remessas divididas em quatro caixas. O dinheiro, segundo ele, era para auxiliar a mãe.

Antes de desembarcar em Dourados, o estudante passou por Ponta Porã, cidade na fronteira com o Paraguai, para tentar realizar o mesmo esquema. Lá, usou uma caixa de som para traficar maconha e pasta-base. 

“Ele tentou realizar o mesmo em Ponta Porã antes de vir para Dourados. Colocou maconha e pasta base em uma caixa de som, porém, a encomenda chamou a atenção por se tratar de uma cidade de fronteira e ficou retida em São Paulo”, pontuou o delegado.

A polícia agora tenta codificar quanto entorpecente foi enviado utilizando esse método e identificar outras pessoas ligadas ao crime. 

O pernambucano acabou autuado em flagrante pelo tráfico de drogas interestadual, associação para o tráfico e uso de documento falso. 

Os policiais chegaram até o suspeito após denúncia de populares estranhando a movimentação constante dele próximo a uma agência. 

POLÍCIA

Dupla morre em confronto com o Choque em Ivinhema

Número de mortos em confronto chega a 74 em 2026

26/07/2026 16h00

Confronto ocorreu na avenida Reynaldo Massi, em Ivinhema (MS)

Confronto ocorreu na avenida Reynaldo Massi, em Ivinhema (MS) Foto: Ivinotícias

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Lucas Maciel Nunes (21 anos) e André da Silva de Andrade Gama (22 anos) morreram em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na tarde deste domingo (26), na avenida Reynaldo Massi, número 706, em Ivinhema, município localizado a 289 quilômetros de Campo Grande.

Equipes da Polícia Militar realizavam patrulhamento tático quando flagraram um homem consumindo maconha em frente a uma residência. Ao receber ordem de abordagem, o suspeito fugiu para o interior do imóvel.

Durante a ação, um dos suspeitos, identificado como Lucas, teria efetuado disparos contra os policiais, que reagiram para conter a agressão. Na sequência, um segundo homem, conhecido como “Jamaica”, também teria saído de uma edícula armado, sendo igualmente alvejado após, segundo a corporação, representar ameaça às equipes.

Após a ocorrência, os dois suspeitos foram desarmados, receberam os primeiros socorros no local e foram encaminhados com vida a uma unidade hospitalar para atendimento médico.

Na ocorrência, foram apreendidos:

* 01 revólver Taurus calibre .38, contendo 06 munições (01 deflagrada e 05 intactas);
* 01 pistola Smith & Wesson calibre 9 mm, contendo 09 munições intactas;
* 01 tablete de maconha, pesando aproximadamente 1 kg;
* 17 porções de entorpecentes, totalizando aproximadamente 70 g, entre haxixe, cocaína e pasta base de cocaína.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil como:

* Desobediência
* Resistência
* Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito
* Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
* Tráfico de drogas
* Tentativa de homicídio
* Homicídio decorrente de oposição à intervenção de agente legal do Estado

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 74 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 26 de julho de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 74 mortes, 8 ocorreram em janeiro, 5 em fevereiro, 9 em março, 9 em abril, 14 em maio, 15 em junho e 14 em julho. Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança e grupos armados ocorre em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento preventivo/ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

AMAMBAI

Homem morre após capotar Hilux com 1,8 tonelada de drogas na MS-289

Entorpecentes ficaram espalhados no matagal, na pista e às margens da rodovia

22/07/2026 11h35

Caminhonete ficou totalmente destruída após capotamento

Caminhonete ficou totalmente destruída após capotamento DIVULGAÇÃO/BPMRv

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Homem, que não teve a identidade divulgada, morreu em acidente de carro, após capotar uma Toyota Hilux ‘recheada’ de drogas, na madrugada desta quarta-feira (22), no KM-100 da MS-289, entre Coronel Sapucaia e Amambai.

A caminhonete estava carregada com 1.834 kg de entorpecentes, sendo 1.730 quilos de maconha, 72 quilos de skank e 32 quilos de haxixe marroquino. A droga estava armazenada em tabletes e foi avaliada em R$ 6,6 milhões.

Os entorpecentes foram apreendidos pelo Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv).

Caminhonete ficou totalmente destruída após capotamento1.834 kg de entorpecentes apreendidos pelo BPMRv. Foto: Divulgação/BPMRv

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Militar recebeu uma denúncia de que uma Toyota Hilux trafegava em alta velocidade pela MS-289, sentido Coronel Sapucaia–Amambai, apresentando excesso de carga.

Instantes depois, receberam a informação de que o veículo havia capotado no KM-100 da rodovia. A equipe empenhou viaturas até o local do acidente e, ao chegar no endereço, visualizaram a caminhonete capotada, destruída e os entorpecentes espalhados no matagal, na pista e às margens da rodovia.

O corpo do condutor foi encontrado sem vida a 55 metros do veículo.

Após identificação veicular, foi constatado que as placas da caminhonete eram falsas. Durante checagem pelos sinais identificadores, verificou-se que o veículo possuía registro de furto, ocorrido em 21 de janeiro de 2026, em Maringá (PR).

Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para socorrer a vítima, recolher indícios do acidente, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

O veículo e a droga apreendida foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Amambai para as providências legais cabíveis.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 5.659,6 kg de cocaína e 4.221.263,9 kg de maconha foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 22 de julho de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

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