Polícia

TROCA NO COMANDO

Novo comandante-geral da PM quer fortalecer a Corregedoria contra os crimes na corporação

Coronel Marcos Paulo Gimenez assume o comanda na próxima sexta

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Próximo de assumir a frente do comando-geral da Polícia Militar (PM) em Mato Grosso do Sul , o coronel Marcos Paulo Gimenez fala em fortalecer a Corregedoria-Geral da PM para combater o crime organizado na corporação e especializar a tropa para atuar nas ruas. 

Na semana passada, sete oficiais da cúpula da PM no Estado foram presos em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Promotoria de Justiça da Auditoria Militar e a Corregedoria-Geral da PM, suspeitos de envolvimento com contrabando de cigarros do Paraguai. 

Gimenez, que está deixando a direção do Departamento de Operações da Fronteira (DOF), garantiu que trabalho de combate ao crime organizado será exercido também dentro da corporação. “[...] Então tem que fortalecer a corregedoria, para que com as ações corretivas organizem a corporação”, disse ele ao Correio do Estado

Operação Oiketikus, que investiga a chamada máfia dos cigarreiros, vem prendendo policias e servidores da segurança pública do Estado. Na última ação, os alvos foram oficiais da alta patente que facilitavam o contrabando de cigarros em MS. 

Como o coronel atuava principalmente na fronteira com os países vizinhos a frente do DOF, com o novo posto, Gimenez pretende combater o tráfico e contrabando em todo MS. “[Queremos] ampliar a Operação Hórus para todo o Estado, já que ela está mais na região de fronteira [atualmente]”, revelou ele. 

Segundo o novo comandante-geral, o foco da gestão será principalmente a especialização da tropa para ter excelência no combate à criminalidade. “A especialização vai ser feita proporcionando curso de capacitação e cursos de formação [...] Quero trazer equidade à corporação, para que a tropa fique mais imbuída, coesa e humanitária”, afirmou. 

TROCA NO COMANDO

Gimenez assume o lugar do coronel Waldir Ribeiro Acosta, que ficou no comando-geral por cinco anos e irá para a reserva por tempo de serviço. Coronel Marcos Paulo afirmou que pretende continuar as ações da gestão anterior como a construção de novos quartéis.

“Precisa ter uma melhor adaptação em questão da Covid-19, mas [o projeto] vai continuar e vamos colocar em prática. O que a gente quer é colocar a tropa na rua”, disse ele, que tomará posse na sexta-feira (22).

De saída, coronel Waldir manifestou apoio ao amigo. “Desejo muito sucesso ao Marcos Paulo. O que puder auxiliá-lo, estou aqui pronto para o que for possível. Desejo que ele possa crescer junto com a sua tropa”, desejou.

Gimenez também fala com apreço do amigo Waldir. “Somos amigos desde a época em que cheguei da academia no ano de 1997. Agradeço tudo o que ele fez pela minha pessoa, me recepcionou quando cheguei a aspirante, aprendi a trabalhar com ele. Agradeço sempre pelo apoio e o parabenizo pelo excelente comando e empenho. Vou trabalhar ao máximo, para dar continuidade ao seu trabalho”, agradeceu. 

Sobre o convite para assumir o cargo, Gimenez garante que se sentiu honrado em ficar a frente da corporação. “Eu fiquei muito lisonjeado quando recebi o convite, é um cargo que todos o policiais almejam”, finalizou ele. 

Troca de comando será às 10h, na sede do Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Devido a pandemia do coronavírus, solenidade será fechada e transmitida via internet.  

Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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