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REFORÇO

MS quer centro integrado
de segurança na fronteira

Ministério da Justiça ativou a primeira unidade em dezembro, em Foz do Iguaçu

3 JAN 20 - 10h:00THIAGO GOMES

Mato Grosso do Sul pode ser o próximo estado a receber um Centro Integrado de Operações de Fronteira (Ciof), vinculado à Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, nos moldes da unidade inaugurada em dezembro, no Paraná. O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, defende não apenas a expansão do sistema, mas que a unidade prevista para o Centro-Oeste seja instalada em MS.

Ele leva em consideração, principalmente, as características das fronteiras do Estado (com a Bolívia e o Paraguai), principais portas de entrada de entorpecentes que circulam no País, bem como em direção ao exterior por intermédio dos portos marítimos.

ESTRATÉGICO

O Ciof  é projeto estratégico do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O primeiro foi ativado no dia 16 de dezembro, em Foz do Iguaçu (PR), com a finalidade de ajudar a combater o crime organizado, intensificar a integração entre os agentes de segurança pública e fortalecer o monitoramento nas fronteiras brasileiras. 

Baseado nos modelos dos escritórios norte-americanos de monitoramento após os atentados de 11 de setembro de 2011, o centro brasileiro funciona em uma área de 600 m² no Parque Tecnológico de Itaipu e passa a envolver todos os organismos de segurança pública que antes desempenhavam suas funções isoladamente, ou em conjunto, mas nunca efetivamente coordenados.

Participam do sistema organismos como as polícias estaduais, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Agência Nacional de Inteligência (Abin), o Ministério da Defesa, a Unidade de Inteligência Financeira, a Receita Federal, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica internacional, o Departamento Nacional Penitenciário (Depen), entre outros órgãos.

Conforme o ministério da Justiça, esses agentes passam trabalhar juntos, compartilhando inteligências e para planejamento de operações, como se houvesse uma força-tarefa permanente, com o objetivo de prevenir e reprimir crimes de fronteira (contrabando, tráfico de drogas e armas, financiamento ao terrorismo e proteção de estruturas críticas para o País).

De acordo com o coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado da Seopi/MJSP, Wagner Mesquita, o diferencial do Ciof é o resultado operacional imediato. Funcionando como um escritório de comando e controle para as operações ostensivas, segundo Mesquita, essa capacidade intelectual em gerar e compartilhar informações, direcionar ações coordenadas e ampliar ferramentas tecnológicas com a utilização de satélites, câmeras, sensores, e drones vai estimular e ampliar a capacidade de enfrentamento ao crime organizado, bem como o combate ao tráfico de drogas e armas, ao financiamento ao terrorismo e à lavagem de dinheiro de organizações criminosas.

Os bancos de dados das instituições envolvidas vão gerar relatórios que, a partir de agora, auxiliarão as investigações criminosas em todo o País, principalmente na área da Tríplice Fronteira, que atuam diretamente nos estados do Paraná e de Mato Grosso do Sul, com reflexos nos grandes centros consumidores no Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais, Porto Alegre e demais capitais.

TRATATIVAS

Segundo o secretário Antônio Carlos Videira, Mato Grosso do Sul já participa da nova sistemática, ligando ao Centro do Paraná unidades como o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a Delegacia de Fronteira (Defron), a Polícia Militar Ambiental, o Batalhão de Choque e o Bope, além do Garras. Até mesmo alguns servidores do Estado já estariam cedidos para a execução de trabalhos no local.

Mas, conforme Videira, o pleito de MS é para o próximo centro a ser ativado, provavelmente do Centro-Oeste, seja instalado em Campo Grande, a partir da assinatura de um termo de cooperação técnica com o governo federal.

O secretário cita que, além das unidades sul-mato-grossenses vinculadas ao Ciof  de Foz do Iguaçu, na Capital encontram-se organismos-chaves do sistema, como o Comando Militar do Oeste (Exército), a Ala 5 (antiga Base Aérea), a PRF, a Receita Federal e até mesmo uma regional da Abin, além do 6º Distrito Naval de Ladário (Marinha).

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