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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Homem esfaqueia mulher e a mantém presa sem atendimento por três dias

Caso ocorreu na aldeia indígena Limão Verde, e, Amambai e foi descoberto pela irmã da vítima

24 DEZ 19 - 09h:30DAIANY ALBUQUERQUE

Uma mulher indígena de 39 anos foi mantida trancada dentro da própria casa pelo marido, um homem de 37 anos, por três dias após ter sido ferida com uma facada nas costas. O caso aconteceu na aldeia Limão Verde, em Amambai – a 355 km de Campo Grande.

De acordo com boletim de ocorrência registrado na manhã de segunda-feira (23) na Delegacia de Polícia do município, a vítima só recebeu atendimento médico porque a irmã foi ao local lhe fazer uma visita e a encontrou com um ferimento nas costas.

Conforme relato da mulher, o marido a esfaqueou nas costas e a manteve trancada dentro da casa para que ela não pedisse socorro e nem pudesse denunciá-lo. Vendo a situação, a irmã acionou o capitão da aldeia, que deteve o marido e acionou a Polícia Militar.

A vítima foi socorrida por uma equipe da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e foi encaminhada para o Hospital Regional de Amambai. O homem foi preso em flagrante por violência doméstica e sequestro e cárcere privado. O caso segue em investigação.

DADOS

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que até o fim de outubro deste ano 13.896 mulheres procuraram a polícia em Mato Grosso do Sul para registrar boletim de ocorrência por ameaça do marido ou companheiro. Isso representa mais de 90% dos boletins de ocorrência feitos no Estado por crimes no ambiente doméstico, que ao todo foram 15.280.

Em entrevista durante os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher a delegada Fernanda Félix, titular da Delegacia da Mulher de Campo Grande, localizada na Casa da Mulher Brasileira, afirmou que isso mostra que as mulheres têm procurado a polícia já na primeira demonstração de violência.

“Nós entendemos que o agressor ele não é de uma vez só, ele vai ter essa atitude outras vezes. Por isso é importante que ao primeiro sinal a mulher denuncie e esse aumento mostra que as mulheres estão mais seguras de si, mais confiantes, tanto que houve esse aumento na procura”, afirma Félix.

Apesar de a grande procura para o registro da ocorrência já no primeiro momento, esse ano já foram registrados 23 feminicídios no Estado, sendo que ainda há um caso registrado como homicídio que deve ter a tipificação alterada. Segundo a delegada, esses números refletem o ciclo da violência.

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