FUGA EM MASSA

Fugitivos recapturados terão passagem “só de ida” para presídios federais, diz Sérgio Moro

Ministro da Justiça se colocou à disposição do governo de MS e de autoridades do Paraguai
19/01/2020 13:27 - EDUARDO MIRANDA


 

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse neste domingo (19) que se os presidiários que fugiram da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia fronteiriça com Ponta Porã, voltarem ao Brasil, ganharão passagem só de ida para os presídios federais. 

“Estamos trabalhando com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram de prisão do Paraguai”, informou o ministro em sua conta no Twitter, ao compartilhar reportagem do Correio do Estado sobre o fato.

Em seguida, o ministro Sérgio Moro ainda informou que está à disposição do governo paraguaio. “Estamos à disposição também para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime”, acrescentou o ministro.

A FUGA

Na madrugada deste domingo (19), 75 presos, maioria deles ligada à organização Primeiro Comando da Capital, fugiram da penitenciária paraguaia. Eles cavaram túnel de 25 metros de extensão para escapar da prisão. 

Forças de segurança federais e estaduais estão mobilizadas do lado brasileiro da fronteira. Várias caminhonetes foram encontradas queimadas na BR-463, entre Ponta Porã e Dourados. 

O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Videira informou que policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), agentes da Polícia Federal, policiais rodoviários federais, além de policiais militares das forças especiais - Choque e Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram acionados. 

A maioria dos fugitivos do presídio paraguaio tem nacionalidade brasileira. Ministra da Justiça paraguaia, Cecilia Pérez acredita que os criminosos corromperam os agentes penitenciários do Paraguai.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".