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SEGURANÇA PÚBLICA

Estado coleta amostras para abastecer banco de material genético de criminosos

Roubo a caixa eletrônico foi resolvido após cruzamento de DNA

15 NOV 19 - 10h:19ADRIEL MATTOS

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Mato Grosso do Sul está realizando mutirões para coletar material genético de detentos do estado para abastecer o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), conjunto de informações de condenados da Justiça por crimes hediondos e de violência sexual de todo o país. A meta é coletar 1,3 mil amostras, e até agora já foram atendidos 438 detentos.

A ação teve início em abril com o mutirão realizado no Instituto Penal de Campo Grande, onde foi possível coletar amostra de 300 presos; este mês, já foi realizado no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, com 43 detentas; no Presídio de Trânsito, com 14 internos; já no Centro de Triagem “Anízio Lima”, foram coletadas 81 amostras de material genético.

A coleta consiste na extração da mucosa bucal, através da suabe (material absorvente preso a uma haste) que é passado na boca para retirada da saliva. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Sejusp e a Secretaria Nacional de Segurança (Senasp), que segue uma determinação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em cumprimento à uma lei federal.

RESULTADOS

O caso do roubo a um caixa eletrônico do Banco do Brasil em Campo Grande no ano de 2017 foi solucionado graças ao resultado do cruzamento de DNA colhido em cenas de crime com o material genético de um suspeito, preso no fim do ano passado, conseguiu provar a participação dele neste e em outros dois crimes, o homicídio de uma agente penitenciário federal, em Cascavel (PR), ocorrido em 2016; no roubo à base de uma empresa de segurança, em Ciudad Del Este (Paraguai), em 2017.

As investigações da Polícia Federal apontavam a participação do criminoso no homicídio e havia suspeita de que ele tinha participado do crime no Paraguai. O terceiro crime nem estava no radar das investigações. O cruzamento das informações só foi possível porque os vestígios biológicos, coletados por peritos nos respectivos locais do crime, estavam inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).

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