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PREJUÍZO AO TRÁFICO

Em um dia, três bolivianas e peruano são presos com cocaína na fronteira

Apreensões ocorreram em momentos distintos, mas transporte era feito da mesma forma, em travesseiros

22 SET 19 - 15h:26GLAUCEA VACCARI E THIAGO GOMES

Três bolivianas, de 23,45 e 30 anos, e um peruano de 35 anos, foram presos ao tentarem cruzar a fronteira transportando cocaína. Flagrante aconteceu no posto Esdras, em Corumbá.

No primeiro flagrante, analista tributário da Receita Federal encontrou 2,2 quilos de cocaína dentro de um travesseiro que estava com a boliviana de 23 anos, no posto de fiscalização da Receita, que fica na fronteira de Corumbá com a Bolívia.

Já durante a tarde, as outras duas mulheres, também naturais da Bolívia, foram flagradas ao tentar cruzar a fronteira com mais cocaína, também escondida em travesseiros. Cada uma levava 2,2 quilos do entorpecente.

As apreensões ocorreram em momentos distintos e as mulheres viajavam sozinhas, no entanto, por conta da mesma forma de transporte, dentro de travesseiros, e todas estarem carregando 2,2 quilos da droga cada, a suspeita é que elas tenham sido contratadas por uma mesma pessoa como “mula” para atravessar a droga da Bolívia para o Brasil, por Mato Grosso do Sul.

Além do trio, também foi preso um peruano pelo tráfico de quatro quilos de cocaína, que era levado no fundo falso de uma caixa de som. A apreensão também ocorreu na fronteira entre Corumbá e Bolívia, no posto da Receita Federal.

No total, foram feitas três apreensões, que resultaram no total de 11,1 quilos de cocaína retidas.

Dados do Relatório Mundial sobre Drogas mais recente apontam que o Brasil é o terceiro País com maior apreensão de cocaína no Mundo, responsável por 7% das apreensões globais deste entorpecente, atrás apenas de Colômbia (38%) e Equador (7%), todos na América do Sul.

A maioria da cocaína apreendida no País tem como origem a Bolívia, sendo Mato Grosso do Sul o corredor de passagem em direção aos grandes centros consumidores do País ou do exterior.

No mercado interno, em regiões como Rio de Janeiro e São Paulo, esse tipo de entorpecente chega a ser vendido a R$ 20 mil o quilo.

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