Polícia

CAMPO GRANDE

Dupla é presa por furtar gasolina e revender a motoristas de aplicativo

Motorista e frentista vinham agindo há um mês

RAFAEL RIBEIRO

22/09/2019 - 09h24
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Um motorista de caminhão-tanque, de 59 anos, e um frentista, de 35, acabaram presos em flagrante durante a madrugada deste domingo após furtarem 150 litros do combustível no estabelecimento, no bairro Monte Castelo, região norte da Capital, para revender depois mais barato a motoristas de aplicativos.

Segundo a polícia, o crime acontecia há pelo menos um mês e foi descoberto após o gerente do posto, que desconfiava do ocorrido, armar campana por conta própria para descobrir o ocorrido.

A dupla agia de forma simples e desviava o combustível durante a 'sangria', ou seja, pegava a gasolina no momento de abastecimento das bombas.

Acionada pelo dono do posto, de 59, a Polícia Civil chegou ao posto no momento em que a dupla enchia galões com gasolina. Quatro deles, já cheios, estavam escondidos no posto. Outros dois tambores, de 20 e 50 litros, foram aprendidos também cheios.

A dupla foi levada para a Depac do Centro, onde acabou indiciada por furto qualificado pelo abuso de confiança, , com pena de 2 a 8 anos. Quem comprou o combustível desviado pode responder por receptação dolosa.

FEMINICÍDIO E HOMICÍDIO

Marido mata esposa a tiros e desafeto a facadas em Nioaque

Mulher foi morta com dois disparos no crânio e nos olhos; homem foi assassinado com oito perfurações de arma branca no tórax

18/07/2026 09h45

Viatura pertencente a Delegacia de Polícia Civil de Nioaque - imagem de ilustração

Viatura pertencente a Delegacia de Polícia Civil de Nioaque - imagem de ilustração

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Rosenilda de Oliveira Candelário, de 48 anos e Reginaldo Messias Bispo, de 58 anos foram mortos a tiros e a facadas, respectivamente, na noite desta sexta-feira (17), na Colônia Conceição, em Nioaque, município localizado a 183 quilômetros de Campo Grande.

O autor do crime é Antônio Marcos da Silva, marido de Rosenilda e conhecido de Reginaldo. Ele deve responder pelos crimes de homicídio e feminicídio.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Militar foi acionada via 190 para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo, com dois óbitos, na Colônia Conceição – Agrovila.

De acordo com o boletim de ocorrência, duas equipes da PM deslocaram viaturas até o endereço, sendo uma da Rádio Patrulha e outra da Força Tática.

Ao chegarem ao local, visualizaram um veículo da funerária estacionado nas proximidades.

Em seguida, conversaram com a proprietária de um bar, que informou que ouviu cinco disparos de arma de fogo e discussões perto do estabelecimento.

Os policiais iniciaram buscas na região e localizaram Rosenilda, sem vida, com perfurações de arma de fogo no crânio e nos olhos, sentada em uma cadeira na varanda de sua residência, imóvel que também funcionava como bar.

Em seguida, localizaram Reginaldo, caído no chão, com oito perfurações de arma branca no tórax.

Além da PM e funerária, Polícia Civil e Polícia Científica também compareceram ao local para isolar a área, recolher indícios do feminicídio/homicídio e realizar a perícia, respectivamente.

O autor do crime, Antônio, fugiu do local dos fatos e, até o fechamento do boletim de ocorrência, não havia sido localizado pelas autoridades policiais.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 15 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 18 de julho de 2026 em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

LISTA TRÁGICA

Confira a lista de mulheres assassinadas por (ex) companheiros em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  13. Maria do Carmo - 28 de junho
  14. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  15. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
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BATAGUASSU

Dupla investigada por homicídio morre em confronto com a Polícia Civil em MS

Mortos em confronto tinham 18 e 15 anos

17/07/2026 12h00

Arma utilizada pelos criminosos

Arma utilizada pelos criminosos Divulgação/Polícia Civil - MS

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K.F.I.R. de 18 anos e R.D.L.M. de 15 anos morreram em confronto com policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (GARRAS) e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), durante cumprimento de mandado de prisão, nesta sexta-feira (17), em Bataguassu, município localizado a 310 quilômetros de Campo Grande.

K.F.I.R. é supostamente integrante do Comando Vermelho e está envolvido em uma série de homicídios ocorridos em Nova Andradina. Posteriormente, ele teria se deslocado para Bataguassu, onde foi apontado como principal suspeito da tentativa de homicídio registrada em 12 de julho de 2026.

Em diligências para cumprir mandado de prisão, policias civis foram até um imóvel - onde estava K.F.I.R. e R.D.L.M - e deram voz de abordagem. Mas, ambos desobedeceram e atiraram contra os policiais.

A equipe reagiu, baleou e desarmou os criminosos. Eles foram socorridos e levados ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

No local, foram apreendidos duas armas de fogo, munições, entorpecentes, aparelhos celulares e uma motocicleta.

Polícia Militar e Polícia Científica estiveram no local para isolar a área, realizar a perícia e auxiliar a Polícia Judiciária.

Os dois investigados não eram naturais de Mato Grosso do Sul e, conforme os elementos informativos até o momento reunidos pela Delegacia de Polícia de Nova Andradina, teriam se deslocado para a região com o propósito de praticar crimes graves, especialmente homicídios.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 71 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 17 de julho de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 71 mortes, 8 ocorreram em janeiro, 5 em fevereiro, 9 em março, 9 em abril, 14 em maio, 15 em junho e 11 em julho. Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança e grupos armados ocorre em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento preventivo/ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

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