PRESOS DO PCC

Brasil “fecha” fronteira após fuga em massa

Força-tarefa com 200 policiais buscam 75 fugitivos do presídio de Pedro Juan Caballero, no Paraguai
20/01/2020 09:00 - THIAGO GOMES e IZABELA JORNADA


 

A polícia montou uma força-tarefa e fechou a fronteira com o Paraguai, neste domingo, na tentativa de recapturar os 75 presos - brasileiros e paraguaios - que fugiram na madrugada, da Penitenciária de Pedro Juan Caballero. Eles são apontados como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e a maioria está ligada à prática de assassinatos e tráfico de drogas.

De acordo o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, há uma mega-operação em andamento. Tão logo foi dado alarme da fuga em massa,  a Sejusp já determinou a concentração de equipes policiais para trabalhos de buscas na região.

Ontem mesmo já estavam nas localidades próximas, apoiadas por helicóptero, a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Batalhão de Choque da Polícia Militar, Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e Polícia Militar Rodoviária Estadual, além do apoio da Polícia Federal e  Polícia Rodoviária Federal.

Ainda segundo Videira, nas buscas está havendo uma atenção especial com as regiões de Dourados, Rio Brilhante e Nova Alvorada. “Essas cidades são muito próximas de Ponta Porã e são rotas interestaduais, têm aeroporto, ônibus” e facilidades de acesso para fuga a outras cidades e estados”, afirmou.

Conforme observou o secretário de Segurança Pública, a maioria dos foragidos é formada por brasileiros e muitos são de outros estados. “A maioria dos crimes são de tráfico e eles, provavelmente, vão tentar voltar para seus estados de origem”, disse Videira.

Algumas horas após a fuga a polícia brasileira encontrou três caminhonetes queimadas do lado brasileiro, junto à BR-463, rodovia que liga Ponta Porã a Dourados.

FUGA EM MASSA
A fuga foi descorberta ainda na madrugada. Os 75 detentos - 40 brasileiros e 35 paraguaios - do presídio de Pedro Juan Caballero conseguiram fugir após cavarem túnel de aproximadamente 25 metros e que dava acesso a entrada principal da penitenciária. Em uma das celas do presídio foram encontrados 200 sacos com areia do túnel escavado.

Eles eram mantidos em celas nos andares de cima e de baixo de um pavilhão destinado a integrantes da facção criminosa  brasileira. Apenas um não teria fugido. Segundo as informações, muitos dos que escaparam teriam participado do motim na prisão de San Pedro, na qual morreram dez 10 presos, alguns decapitados e outros por ferimentos de arma branca e incêndio.
 
FAVORECIMENTO
Ainda será apurado se não havia policiamento na muralha do presídio no momento da fuga e quais as circunstâncias. Mas, a ministra da Justiça paraguaia, Cecilia Pérez, disse que “é categórico” que tenha ocorrido cumplicidade de policiais na fuga de presos da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero. A suspeita é que, aproximadamente, R$ 330 mil foram gastos para corromper alguns agentes. a ministra questionou que ninguém tenha visto ou ouvido todas as obras do túnel que permitiram a fuga de 75 presos da penitenciária. Foram encontradas 200 sacolas com areia em uma das células e a ministra disse que é impossível que elas tenham passado despercebidas.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".