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MILÍCIA ARMADA

Após o pai, Jamil Name Filho é transferido para Mossoró

Empresário foi preso no dia 27 de setembro por comandar milícia de extermínio em Campo Grande

5 NOV 19 - 08h:29DAIANY ALBUQUERQUE

Jamil Name Filho, preso desde o dia 27 de setembro por comandar, ao lado do pai, uma milícia especializada no crime de pistolagem foi transferido na madrugada desta terça-feira (5) para o Presídio Federal de Mossoró (RN). A mudança ocorre seis dias após o pai, Jamil Name, ter sido levado para o Rio Grande do Norte.

Em Mossoró, pai e filho, que estavam no Presídio Federal de Campo Grande, seguem no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) – isolamento – por, pelo menos, 60 dias, conforme decisão judicial. Além dele, o policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo também foi levado para a penitenciária.

Na semana passada já havia ocorrido uma tentativa de transferência de Jamil Name Filho, entretanto, como ele iria de voo comercial, a empresa acabou cancelado a viagem daquele horário e a transferência foi adiada. Hoje, a viagem foi novamente feita em voo comercial, a aeronave deixou Campo Grande às 2h21 e chegou às 4h50 no aeroporto de Campinas (SP), de onde os presos seguiriam para o Rio Grande do Norte.

Logo após a prisão dos dois eles foram encaminhados para o Centro de Triagem. Além deles, os dois policiais civis presos na mesma operação, Márcio Cavalcante da Silva e Vladenilson, também estavam no local. Porém, após a inteligência da polícia descobrir que os detentos já tramavam a morte do delegado Fábio Peró, da Delegacia Especializada de Repressão a Rouba a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), os quatro foram transferidos para o Presídio Federal da Capital, de onde tiveram autorização para serem levados para Mossoró.

Pai e filho são apontados como os líderes de organização criminosa suspeita de vários crimes de pistolagem ocorridos nos últimos anos. Os assassinatos de, pelo menos, três pessoas estariam relacionados a um grupo de extermínio sob investigação: do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante Matheus Xavier, em abril deste ano.

Ao longo desses mais de 30 dias de prisão a defesa dos Name já tentou o habeas corpus várias vezes, mas todos acabaram negados.

As denúncias de envolvimento de Name e Name Filho em crimes começaram em maio deste ano, após a apreensão de um arsenal em poder do guarda municipal Marcelo Rios (detido no Presídio Federal de Campo Grande). No dia 27 de setembro, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realizou a Operação Omertà e prendeu, além dos Name, outros quatro guardas municipais e cinco policiais (sendo um federal), apontando também o envolvimento de um advogado.

 

Matéria editada para acréscimo de informação às 11h15.

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