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NA SERRA DA BODOQUENA

Ação conjunta busca coibir desmatamento ilegal em reserva indígena

Propriedades alvo estão arrendadas para terceiros

12 SET 19 - 08h:36RAFAEL RIBEIRO

Operação conjunta entra Polícia Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, Ibama e a Fundação Nacional do Índio (Funai) realiza desde segunda-feira (10) uma ação na Reserva Indígena de Kadiwéu, na Serra da Bodoquena, em Corumbá e Porto Murtinho, para coibir a exploração ilegal de madeira.

Segundo nota enviada a Operação Quebracho, como foi chamada, tem como objetivo coibir o desmatamento na região, o uso de fogo de forma ilegal e a exploração irregular de madeira em sete propriedades rurais objeto de retomadas pelos indígenas, as quais se encontram arrendadas para terceiros.

A partir de informações recebidas pela Polícia Civil, versando sobre a existência de exploração ilegal de madeira em fazendas da região, foi iniciada uma investigação com o uso de ferramentas como o geoprocessamento, a qual confirmou a existência de pequenas clareiras e pontos de exploração ilegal de madeira na área indígena.

O passo seguinte foi o deslocamento de Policiais Federais e integrantes do Ibama e da Funai para identificar a autoria e a materialidade dos crimes ambientais eventualmente cometidos, autuar responsáveis legais pelas propriedades e apreender madeiras e equipamentos ilícitos.

Até o presente momento, já foram identificados acampamentos com exploração ilegal de madeira e pequenos desmatamentos que resultaram na apreensão e 700 lascas de ipê, resultando em multa de R$ 3.260,40 ao posseiro da propriedade. Restaram apreendidas motosserras, corrente de arrastão, motos e armas de fogo. Ainda foi identificada a presença de indivíduos que não pertenciam a etnias indígenas, os quais estavam realizando corte seletivo das árvores, alegando ter sido contratados pelos indígenas.

A operação foi batizada de Quebracho em razão do nome popular de uma espécie de madeira muito explorada na região de Porto Murtinho, a qual é muitas vezes comercializada como aroeira, devido à semelhança entre as espécies.

As autarquias federais ficarão até a próxima sexta-feira (13) na região. 

Mais esclarecimentos sobre as ações ainda serão divulgados.

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