HOMICÍDIO DOLOSO

A cada quatro dias uma pessoa é assassinada em Campo Grande este ano

Nesta sexta-feira um homem foi morto quando ia para o trabalho, no bairro Caiçara
24/01/2020 10:49 - DAIANY ALBUQUERQUE


 

Uma pessoa foi assassinada a cada quatro dias em Campo Grande nos primeiros 24 dias deste ano, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. Na manhã desta sexta-feira, um homem foi morto com quatro tiros no bairro Caiçara, ele estava a caminho do trabalho.

De acordo com a polícia, Wellington Vicente da Silva, 31 anos, seguia de motocicleta pela rua Pedro Álvares Cabral, quando foi atingido por quatro tiros, sendo três nas costas e um na nuca. A bala que atingiu a cabeça, saiu pelo queixo e foi encontrada no capacete da vítima.

Imagens das câmeras de segurança de moradores da região mostraram que o assassino, que estava no banco do carona de um Honda Civic prata, seguia Wellington desde o início da rua, em determinado momento, o carro emparelhou com a vítima, que chegou a discutir com o passageiro.

Na esquina com a rua Bauru o autor, que estava de boné, teria efetuado o primeiro disparo, dos quatro que atingiram a vítima. Wellington caiu da motocicleta cerca de 30 metros à frente, depois levantou, tirou o capacete e correu em na direção contrária, mas acabou caindo na esquina com a Bauru.

O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, mas quando o socorro chegou a vítima já estava morta.

Segundo testemunhas, o motociclista estava indo para o trabalho, no depósito de um atacadista de Campo Grande. A polícia confirmou que a vítima não tinham nenhuma passagem ou envolvimento com crimes.

O delegado Bruno Urban, da 6ª Delegacia de Polícia da Capital investiga o caso e afirmou que possivelmente a vítima conhecia o autor dos disparos. “Perguntamos para a mulher dele se ele vinha sendo ameaçado por alguém ou se ela sabia de alguma ameça, mas ela negou. Vamos ver agora no trabalho dele. Era um trabalhador e vamos trabalhar para tentar elucidar esse caso o mais rápido possível”, comentou.

A vítima morava a algumas quadras de onde ocorreu o homicídio, com a mulher e três filhos, um deles do primeiro casamento de sua companheira. Este foi o sexto homicídio registrado na Capital neste mês.

Apesar de o número ser alto, ainda é menor que o registrado em 2019, quando 11 pessoas foram mortas no mesmo período. No Estado todo, desde o dia 1º de janeiro até hoje, 24 pessoas foram assassinadas, ou seja, uma pessoa por dia. No ano passado, entretanto, esse número chegou a 28 casos.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".