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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

OPINIÃO

Wilson Victorio Rodrigues: "Mato Grosso do Sul dá sinais de adeus à velha política"

Advogado e psesidente do Instituto Panthéon Jurídico

8 JUN 2017Por 01h:00

Em 16 de maio de 2016, neste mesmo periódico, escrevi, na véspera da posse do empresário Pedro Chaves dos Santos Filho como senador da República, um artigo intitulado “Pedro Chaves e o princípio da eficiência”.  Nele, analisei o perfil do novo senador e o quão interessante poderia ser a sua experiência empresarial na vida política.

Acredito no potencial de empresários bem-sucedidos na vida pública, pois, salvo raras exceções, são indivíduos que não dependem do cargo público para atingir a glória material. Não precisam treinar suas capacidades administrativas, pois, geralmente, estas já foram testadas e exercitadas ao longo de suas vidas. Demais disso, são, na maioria das vezes, personalidades carismáticas, uma vez que o mercado exige esse predicado de seus agentes.

O raciocínio não é dos mais complexos: no mercado, se o operador não dá resultados, a instituição vai à falência. No Estado, se o ente público é ineficiente, é a população que paga a conta. Cristalino, portanto, que a vida em mercado dá ao indivíduo habilidades que muito dificilmente seriam alcançadas por aqueles que sempre estiveram pendurados nos galhos do Estado. 

Assim, há motivos sobrantes para regozijar-me da análise que teci em 16 de maio de 2016, pois, conforme se verá a seguir, houve, em 1 ano de vida pública, uma profusão de bons feitos alcançados pelo parlamentar Pedro Chaves: a relatoria da Reforma do Ensino Médio (instrumento capaz de conferir um futuro mais risonho para os jovens brasileiros); a reforma do Código Aeronáutico Nacional (que  se encontrava defasado desde o ano de 1986); o atendimento colaborativo aos municípios do estado; o combate ao foro privilegiado;  e, dentre vários outros feitos, a obtenção, com o apoio do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, do extraordinário montante de 56 milhões de dólares para a revitalização da região central de Campo Grande. 

É imperioso repetir que a quantia é mesmo extraordinária (aproximadamente 180 milhões de reais), haja vista que o Produto Interno Bruto de Campo Grande está no patamar de 20 bilhões de reais. A cidade não estava acostumada com cifras tão vultosas. Agora, no entanto, a realidade parece mudar, pois, tal como asseverado no início do presente artigo, há no firmamento político brasileiro o nascimento de uma nova safra de homens públicos que possuem compromisso com a eficiência administrativa, exigida pela Carta da República. 

Na verdade, nota-se, de modo geral, que o Brasil inicia um novo capítulo de sua história política, no qual os brasileiros (motivados pelo providencial trabalho da Operação Lava-Jato) estão pretendendo varrer do mapa a facção de políticos que não se apresentam como servidores públicos, comportando-se de maneira ineficaz e, em alguns casos, até criminosa. O retrato perfeito dessa nova consciência do eleitor brasileiro é João Dória Jr., que, também em pouco tempo de mandato, tem promovido uma verdadeira revolução no modos operandi de se gerir uma cidade.

São Paulo já está sendo destinatária de investimentos de fundos do mundo inteiro, e essa atração econômica é, em parte, reflexo da inteligente atuação política de seu atual prefeito. João Dória Jr., tal como Pedro Chaves, é um indivíduo que edificou sua exitosa biografia na iniciativa privada, e, ao que tudo indica, sabe a maneira de conferir eficiência aos projetos que desenvolve.

Essa é a nova política. Esse é o novo Brasil. Muito embora o saudoso Roberto Campos tenha afirmado que em terras tupiniquins a burrice tem um futuro promissor, é bem possível que estejamos vivendo um período de superavit civilizatório, capaz de inaugurar horizontes alvissareiros para o ambiente político brasileiro. 

 

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