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ARTIGO

Venildo Trevizan: "O mistério"

Frei

15 JUN 19 - 02h:00

Quando se fala em “mistério”, parece que se trata de algo desconhecido e impossível de entender ou de alcançar. Parece ser um fenômeno causador de medo e de incerteza. Parece algo incompreensível, que foge da razão humana e, por isso, inacessível. Coisa de outro mundo.

A realidade, porém, é bem mais confortadora. O mistério é algo muito valioso. Para descobrir esse valor, será preciso interessar-se por ele e por seus efeitos, ou por seus frutos. Isso descobriremos à medida que o amarmos. Só o amor nos conduzirá ao seu sentido e ao seu valor. Descobriremos ser uma realidade que vai se revelando aos poucos, à medida que nos deixarmos envolver e assumirmos como tarefa permanente em nosso viver.

É bom saber que vivemos cercados de mistérios. Nós próprios somos mistério para nós mesmos. Somos desconhecidos de nós. Somos desafiados constantemente a entender certas atitudes e certos posicionamentos. Com facilidade, reagimos energicamente quando alguém discorda de nossos posicionamentos. Manifestamos reações de descontentamento por não saber como reagir e como se posicionar.

Não aceitamos ser contestados. Julgamo-nos convictos em nossas afirmações e em nosso modo de pensar. Mesmo assim, somos questionados por um universo de mistérios. Vivemos envolvidos por todo lado. 

Penso, por exemplo, no mistério da vida: vida humana, vida animal e vida vegetal. Quantas maravilhas! Quantas riquezas! Quantos milagres despertando encantos, despertando louvores e despertando preces. São mistérios que o ser humano, por ser racional, tem o privilégio de, a cada dia, poder contemplar algo que o engrandeça e o incentive a respeitar o desconhecido e amar o revelado pela sabedoria divina.

E, por falar em sabedoria divina, deparamo-nos com o mistério de Deus. Esse mistério se manifesta de muitas maneiras, nos mais diversos acontecimentos. Por mais que o ser humano se esforce em entender, sempre permanecerá algo desconhecido desafiando a inteligência humana.

Será feliz aquele ser humano que, embora não conheça em profundidade, vive satisfeito com aquilo que consegue conhecer. Louva e bendiz por descobrir a cada dia o suficiente para sentir-se filho amado do amor divino.

Enquanto isso, existem os que não conseguem satisfazer seu intelecto sedento de manifestações divinas. São pessoas inteligentes com boas intenções, mas incapazes de se contentar com o tanto que conseguem entender. De fato, ninguém deve se contentar apenas com o que descobre. É preciso buscar sempre mais conhecimentos. É preciso entrar na intimidade de Deus e usufruir de sua sabedoria e de suas bênçãos.

Nada nesse mundo conseguirá satisfazer a ansiedade humana. Somente Deus. E o coração estará inquieto enquanto não repousar no coração de Deus. Não será feliz enquanto não sentir em si a acolhida e o perdão de suas misérias. Não terá paz enquanto não se livrar das dúvidas e das inseguranças que o cercam.

Mas será feliz e terá paz em plenitude quando se deixar amar pelo amor de Deus. Assim o mistério será atrativo perene de alegria e de plena satisfação.

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