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ARTIGO

Venildo Trevizan: “Novas criaturas”

12 JAN 19 - 01h:00

Tudo o  que é novo encanta ou perturba. Desperta interesse ou causa desgosto, pois contém algo diferente do tradicional ou do comum. Traz consigo algo diferente ou desafiante. Atraente em suas novidades e desafiante em seu novo visual ou em seu conteúdo. Mas sempre haverá algo que desperte a curiosidade até mesmo a quem esteja habituado com novidades.

Porém, existe também o novo na interioridade do ser humano. Não há novidades apenas nos acontecimentos sociais, políticos e econômicos. Há o novo também no modo de ser e de agir, no modo de pensar e de expressar. Existe o novo no espírito que descobre maneiras nobres de olhar a realidade e torná-la acessível.

Essa maravilha, não só encanta, como também abre novas perspectivas, novas possibilidades em seu modo de viver e de conviver com os demais humanos. Triste será o viver de quem se acomodou em suas descobertas e não tem nada novo para partilhar. Triste também será o viver de quem não acredita ser possível mudar sua postura, mudar seus conceitos e até mudar o modo de se relacionar com Deus.

Esses são seres humanos de pouca criatividade e pobres em suas iniciativas. Contentam-se com o que aprenderam na infância e julgam que não há necessidade de atualizar os conhecimentos, principalmente no campo religioso.

A fé que essas pessoas cultivam é aquela que aprenderam na catequese infantil. Guardaram aqueles ensinamentos, aquelas devoções e não conseguem aceitar atualização. E muito menos renovação. Os avós viveram assim. Os pais foram assim. E agora, para que mudar? Infelizmente a reação e a contrariedade são grandes.

Não está fácil convencer que tudo está mudando. O modo de cultivar a terra está mudando. A maneira de  governar os povos está em contínua mudança. A maneira de comunicar está completamente mudada. Quase não se conversa. Tudo está nas redes sociais. Os estudos mudam. O comportamento das pessoas está diferente.

Em toda parte há mudanças. É preciso acompanhar. E, com muita prudência, rever o próprio modo de vivenciar a fé. Isso mesmo: precisamos nos atualizar na vivência religiosa. Somos criaturas amadas por Deus. Somos seus seguidores. Somos seus servos. Em tudo será preciso atender aos apelos da fé e renovar nossos sentimentos e nossa postura diante de Deus e dos irmãos. O tradicional continua válido, mas precisa ser purificado.

Estar nesse mundo não terá sido escolha pessoal. Alguém nos transmitiu a vida  e o nome. Também nos transmitiu uma crença e um conteúdo de normas religiosas. Alguém nos fez novas criaturas pela graça e bênção de Deus. Certamente não terá sido decisão pessoal. Assim mesmo, assumimos e nos esforçamos em ser fiéis.

Uns, porém, não aceitam. Preferem escolher outros caminhos. Preferem organizar a mente com outros princípios filosóficos e teológicos. E, cada qual à sua maneira, prestará culto à divindade escolhida e organizará uma maneira própria de vivenciar e testemunhar sua fé.

E essa busca de novas maneiras, novos métodos e novas descobertas, inquietam a sensibilidade de todo o ser humano.

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