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ARTIGO

Venildo trevizan: "Aos pais"

Frei

10 AGO 19 - 02h:00

Uma homenagem mais do que justa é aquela que faz com que o filho seja reconhecidamente agradecido por poder contar com o amor e o carinho de um pai. Amor esse que nem sempre consegue ser expresso na espontaneidade. Muitas vezes, permanece recolhido aguardando a humildade em reconhecê-lo e celebrá-lo.

O pai honrado guarda em seu coração um grande amor, que vai se revelando à medida que o filho consegue penetrar na intimidade. Só então descobrirá que não existe amor maior nem mais puro do que aquele que é cultivado por um coração paterno. Esse amor desafia a inteligência e seus raciocínios. Esse amor supera até mesmo as expressões de agrado e de entendimento, de orgulho e de celebridade. 

O amor de pai é um tanto diferente do amor de mãe. O amor de mãe se expressa mais por uma série de sentimentos que envolvem carinho, meiguice e emoção. E o amor paterno se expressa mais por atitudes de reconhecimento e de gratidão. Expressa também por momentos de diálogo e de estudo de possibilidades na vida familiar e na vida profissional.

O amor de pai se manifesta ainda no apoio dado a um filho que enfrenta dificuldades na escolha de uma profissão, ou de um ideal a ser elaborado. Abre caminhos para o estudo de possibilidades e de alternativas em suas opções profissionais. Elabora conteúdos para decisões. Fornece razões como garantia naquilo que esteja elaborando na decisão humana, ou profissional.

Esse amor alimentado e assumido por esse homem e pai vai se solidificando à medida que acreditar em oportunidades e possibilidades. O verdadeiro pai será, então, um homem de profunda e convicta fé. Não haverá de temer lutas em favor de sua missão.

O mestre dos mestres, em sua sabedoria, tem sempre uma palavra de apoio e de incentivo. E chega a dizer: “Não tenha medo, pequeno rebanho, porque o pai de vocês tem prazer em dar-lhes o reino. Façam bolças que não envelhecem, um tesouro que não perde o seu valor no céu. Lá o ladrão não chega, nem a traça rói. De fato, onde está seu tesouro estará também o seu coração” (Lc.12,32-48).

Tudo depende da disponibilidade de vivenciar a vocação de ser pai. E saber que para isso será preciso ser homem desprendido do comodismo e comprometido com o amor e com a fé. Ser homem de amor, de fé e de esperança.

Sabemos que muitas vezes os acontecimentos diários, as dificuldades que se interpõem pelo caminho e os problemas que temos de enfrentar desafiam nossa fé. Mas não poderemos sucumbir. Não podemos desistir. Precisamos enfrentar com elegância e superar qualquer que seja o obstáculo. Será nessa hora e nesses contratempos que o pai provará sua postura de homem de coragem e de fé.

São detalhes. São atitudes que irão revelando o quanto é importante ter na mente e no coração a maturidade no pensar, a prudência no discernir e a humildade em prosseguir nesse caminho da fé para assegurar à família uma base sólida no amor e na comunhão

Lembre-se disso: o verdadeiro pai é aquele que não facilita a vida de seus filhos. É aquele que nem sempre agrada. Mas exige seriedade nas horas sérias, responsabilidade nas escolhas e dignidade em suas decisões.

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