Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

ARTIGO

Venildo Trevizan: "A lógica e a fé"

Frei

15 AGO 2015Por 00h:00

Cada ser humano tem uma origem, um meio de construir sua historia e uma esperança de ter um fim feliz. Luta com suas forças para realizar o melhor e o mais duradouro. Não se contenta com o que tem. Quer sempre mais. E esse querer certamente o levará a fazer suas escolhas e suas opções a fim de conquistar um lugar de honra na sociedade.

Ele tem um nome e uma obra a realizar. O nome ele cuidará para ser protegido de todo o mal tanto físico quanto moral. Deverá estar permanentemente num patamar de honra e de distinção. Deverá ser respeitado, pois será ele que irá definindo a personalidade e o ser de cada um. E será fruto de uma lógica racional.

Cada qual elege para si uma obra a realizar. Essa tambem será expressão daquilo que sonha e daquilo que coordena os pensamentos e os desejos de se tornar importante diante dos demais e deixar sua marca de valor na historia da humanidade. Ninguém se contenta com o que faz. Busca o reconhecimento daquilo que faz e o premio pela obra realizada. Essa é a lógica do mundo. 

Mas ainda existem homens e mulheres que desafiam essa lógica e apostam suas vidas na fé nos valores divinos. São homens e mulheres conscientes de suas possibilidades no caminho afetivo e no relacionamento social. E decidem abraçar uma causa muito especial e muito preciosa: a causa do reino de Deus.

Sabemos que toda a opção feita conscientemente produzirá uma satisfação pessoal muito especial e coroará uma serie incontável de iniciativas e de esforços em prol de sua realização. Contribuirá no aperfeiçoamento pessoal e na satisfação por ter abraçado uma causa de tão nobre valor.

Essa causa tem vários nomes. Podem ser homens e mulheres que usam seus dons assumindo consagrar sua vida como religiosos e religiosas. Podem ser homens e mulheres que se consagram a um trabalho missionário. Podem ser homens e mulheres que se organizam no atendimento aos pobres, aos doentes, aos migrantes e a tantas outras obras sociais. Cada qual terá seu objetivo e sua opção.

São todas maneiras de expressar a riqueza que lhes vai na alma. Não querem guardar para si. Querem generosamente contribuir para fazer mais alguém feliz. A felicidade é tamanha que não cabe no coração. Precisa expandir. E isso expressa o quanto cada um possui e o quanto é capaz de colaborar para que o mundo seja mais humano e mais sagrado.

Esses corações generosos nem sempre são compreendidos e valorizados. Existem muitos corações de pedra. Só pensam em si. Só pensam em armazenar e em ter sempre mais para seu conforto e para seu bem estar. São difíceis de se compadecerem dos que passam fome e dos que sofrem tantas misérias.

Mas quem tem bom coração não se importa e não se altera diante disso. Não precisa de elogios e nem de reconhecimento. Sabe que tudo quanto realiza é para o bem de alguém. 

Também não tem a pretensão de agradar a Deus. Sabe que Deus não necessita de agrados. As pessoas sim. Necessitam não apenas de agrados, mas principalmente de colaboração e 
encorajamento.

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