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ARTIGO

Venildo Trevisan: "Vaidade e humildade"

Frei

3 AGO 19 - 02h:00

Estamos diante de uma permanente escolha entre pensar somente em si ou pensar em sair de si para fazer feliz alguém. Não adianta querer justificar escolhas e projetos. Cada qual se posiciona à sua maneira e de acordo com seus interesses perante os desafios do mundo profano ou do mundo espiritual.

Pensar e organizar projetos pessoais poderá ser visto como iniciativa louvável e benfazeja, desde que não prejudique a ninguém,  especialmente aos mais empobrecidos. Tudo deverá convergir para uma convivência harmoniosa e fraterna. Assim a sociedade irá se alimentando de valores morais e espirituais e irá se constituindo numa imagem admirável de bem estar e de comunhão solidária.

Temos maneiras diversas de encarar a realidade. Existe quem queira construir para si um reino muito pessoal. Nele aposta seus conhecimentos e seus bens materiais com o intuito de garantir um futuro generoso para si.

De acordo com a mensagem enviada por Deus através dos profetas, isso seria demasiadamente perigoso. Isso porque os bens desse mundo nem todos são confiáveis. Muitos são vaidades passageiras podendo criar um vazio sem tamanho no coração humano. E esse vazio causará decepções e sensações de incapacidade criativa.

Muito diferente será a condição de quem souber abraçar com humildade a missão de bem servir a quem necessitar de algum auxílio, seja no campo material, ou seja no campo espiritual. Esse sabe que  humildade não faz mal a ninguém. Pelo contrário, alegra o coração, aumenta a serenidade, fortalece o otimismo e aprofunda o amor.

Enquanto a vaidade vai criando isolamento e divisão, a humildade vai semeando paz e harmonia. Pois a pessoa humilde é meiga e generosa, saudável e amorosa. Não se envaidece e nem se ensoberbece. Busca sempre o bem dos outros. Ama a simplicidade; cultiva a serenidade e celebra com euforia a fraternidade.

Essa diferença entre vaidade e humildade faz com que cada qual pense e veja com sinceridade onde está e como está. Ainda, tenha a coragem de reconhecer que só será possível viver na tranquilidade na medida em que se desapegar de seus bens e se apegar à maneira simples e fraterna de conviver.

O Mestre dos mestres adverte seus seguidores através de uma parábola em que narra a situação de um homem muito rico e que se encontra diante de uma super  safra de grãos. Era tão grande a colheita que não dispunha de armazéns suficientes.

Na sua vaidade, não pensou duas vezes. Mandou derrubar os armazéns e construir outros em tamanho bem maior. Com enorme orgulho proclamou: “Ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e aproveita a vida”. Deus, porém, lhe disse: “Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas que conseguiste para quem irão ficar?

Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus.” (Lc.12,13-21). A cada passo e a cada acontecimento é possível aprender algo que possa nos aproximar do uso humilde de nossos dons e nossas riquezas em favor da vida ou da morte.

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