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ARTIGO

Venildo Trevisan: "Perseverança"

Frei
19/10/2019 02:00 -


Estamos caminhando para a plenitude. E o caminho nem sempre é seguro e favorável. Muitas vezes surgem surpresas nada agradáveis. As dúvidas aparecem mais fortes do que a disposição em prosseguir ou os sonhos a conquistar.

Quando imagina estar seguro, surgem tentações querendo desestimular a continuidade e a confiança naquilo que se propõe. E se depara com a fragilidade do acreditar e do perseverar nos objetivos que se propusera alcançar. Tudo se faz dúvida. Tudo se faz incerteza.

Em momentos de emoção, tem a sensação de estar seguro e satisfeito com as escolhas e com as decisões. Mas os ventos nem sempre são favoráveis. Às vezes se apresentam contrários, forçando a duvidar e a desconfiar da bondade e da misericórdia de Deus, embora Deus nada tenha a ver. Tudo é consequência dos limites da inteligência humana.

Nesses momentos, será preciso bastante prudência em querer sair bem. Será preciso rever as razões que levaram a assumir determinada missão. Não pode apenas duvidar. Não pode ficar na insegurança ou no medo. Nessa hora, será preciso renovar o entusiasmo e a alegria de estar a caminho da plenitude. Será preciso amar os próprios dons e os próprios sonhos.

Jamais desanimar. Sempre acreditar e amar a escolha feita. Sempre respeitar as dúvidas e confiar na bondade de Deus. Mesmo que essa bondade pareça estar escondida, será preciso continuar perseverando. Será preciso saber que o tempo dos homens não é o mesmo tempo de Deus. O tempo dos homens é um tempo acompanhado de pressa em ser atendido e o tempo de Deus vem acompanhado de paciência e de misericórdia.

Só Deus saberá o dia e a hora de atender. Isso acontece em nosso dia a dia. O homem sempre apressado e Deus sempre paciencioso. O Evangelho relata um fato interessante para elucidar isso. Diante de um povo faminto de justiça, o Mestre dos mestres encara um fato comum na sociedade para explicar a importância da perseverança no alcançar a justiça.
Narra o Mestre: “Havia um certo juiz que não temia a Deus. E havia uma viúva que vinha com frequência para dizer-lhe: ‘Faze-me justiça contra meu adversário’”.

Ele, por muito tempo, não quis atendê-la. Mas um dia o coração desse Juiz, movido de certa compaixão, pensou: “Eu não temo a Deus, nem respeito os homens, mas essa viúva não me dá sossego. Vou atendê-la. Caso contrário ela continuará me molestando” (Lc. 18,1-8).

A insistência dessa viúva não significa que deveremos apenas ficar insistindo naquilo que estivermos querendo, mas o fato de nos dirigirmos a ele todos os dias, confiando em sua bondade e em sua generosidade. Não desanimar por causa da demora em nos atender. O tempo dos homens não é o mesmo tempo de Deus.

O homem tem pressa. Deus não. Ele sabe do que realmente somos carentes. Ele sabe a hora que de fato precisamos. Nós pedimos o que nos interessa. E ele tem para nos dar aquilo que necessitamos. Essa é mais uma razão de continuarmos confiantes nesse Deus da bondade e da misericórdia. Ele não possui agenda e nem relógio. Em qualquer hora e em qualquer situação ele está atento e pronto em servir. 

Felpuda


As pré-candidaturas bizarras estão se espalhando nas redes sociais, nos perfis de quem acredita que esse tipo de “campanha eleitoral” poderá resultar em votos e até levar à conquista de uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande. Se antes isso era visto apenas no horário eleitoral na TV, agora está se espalhado como erva daninha nas redes. Como diria vovó: “Esse povo ainda se acha!” Afe!