ARTIGO

Venildo Trevisan: "O poder da palavra"

Frei
18/01/2020 02:00 -


Cada ser humano possui seu jeito próprio de se expressar e de se conduzir. E isso a partir do ambiente em que nasceu e foi educado. Muito fácil entender que, apesar da liberdade de expressão, surja a necessidade de cuidar daquilo que vemos, daquilo que ouvimos e daquilo que interpretamos. Sempre existe o novo para ser assimilado.

Somos livres no falar e no ser. Somos livres em cultivar nossos sonhos, mas sempre respeitando a realidade. Somos livres em expressar nossos pensamentos, mas sempre controlando nossos sentimentos. Somos livres em propor um estilo de vida, mas sempre atentos para não nos abatermos nas contrariedades.

O coração cultiva emoções que favorecem o convívio alegre e descontraído entre pessoas que se querem bem. Manifesta euforia em suas conquistas e tristeza em seus tropeços. Não poderá simplesmente exigir que tudo seja festa e que tudo produza prazer.

Será preciso aceitar a realidade e aprender a conviver com as dificuldades. Mesmo porque teremos de educar nossos sentimentos e nossos desejos com o objetivo de sempre impulsioná-los para a verdade e para o bem. Será preciso saber que existem outras pessoas que também possuem dons e talentos para divulgar a sabedoria e a bondade de nosso Deus e Pai.

Essas pessoas são tão especiais quanto humildes. São tão santas quanto sábias. São do meio  do povo, mas com dons especiais, cujo valor nos deverá levar a reconhecer essas verdades e assumi-las para nosso aperfeiçoamento na fé e no amor. E aprender que, se somos bons, é porque alguém, que também é bom, está nos apontando para onde e para quem deveremos nos dirigir.

Vejamos a humildade e a sinceridade do profeta João Batista ao mostrar a quem deveremos nos dirigir. Do meio do povo viu Jesus que vinha a ele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É aquele de quem eu disse: depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim. Eu não o conhecia. Mas, se vim batizar em água, é porque ele se tornará conhecido em Israel” (Jo. 1,29-31).

O profeta, na sua humilde confiança, vai ao Mestre dos mestres e o declara publicamente o Cordeiro de Deus que está vindo para destruir as raízes de todo o pecado. Declara que veio eliminar tudo quanto queira interferir na construção do verdadeiro e único Reino de justiça e de paz.

Antes de assumir essa missão, ele, o Mestre, se coloca no mesmo caminho do povo pecador. E vai ao profeta para que o purifique também. Ele, o todo puro, quer celebrar a pureza e a santidade na humildade e na penitência. Não quis ser diferente. Quis iniciar sua missão pedindo que o profeta o batize, embora não tivesse pecado.

Ele é o esperado das nações, o ungido do Senhor. É aquele que veio renovar a face da terra. Fez-se pobre e obediente até a morte e morreu na cruz. Tudo o que falou e tudo o que realizou foram em cumprimento da promessa de que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna.

Suas palavras e suas obras sempre foram e sempre serão em favor da salvação da humanidade.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".