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ARTIGO

Venildo Trevisan: "Celebrar"

Frei

12 OUT 19 - 02h:00

Muitos são os motivos que nos levam a celebrar. São alegrias, conquistas, realizações e tantos sonhos. Além das homenagens à Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida,somos motivados também a assumir atitudes de respeito e de admiração dos valores que envolvem nossas crianças.

Sua inocência ameaçada de todos os lados, sua liberdade manipulada pelas redes sociais e seu futuro envolto em nuvens tenebrosas de abusos e de estupros.

Motivos para celebrar e homenagear existem e são muitos. Mas também será necessário olhar a realidade de frente, não para lamentar, mas principalmente para posicionar-se corajosamente em favor da defesa e proteção desses inocentes prisioneiros das propagandas e dos atrativos tentadores da mídia. 

Não há como desconhecer isso. As redes sociais agem abertamente iludindo nossas crianças e obrigando os pais e os educadores a se submeterem a esses modernos meios de comunicação. E não estão preparados para isso.

O que fazer? Como fazer? São questões exigindo atitudes e posicionamentos. Permanecem a insegurança e o medo de enfrentar com a nossa formação do passado essa atual modalidade, sendo ainda desafiada pela atual, que coloca nossas crianças num ambiente onde tudo é permitido.

Será essa filosofia que abrirá caminhos onde tudo seja permitido desde que possa sentir-se à vontade perante as escolhas e os desejos. O importante será sentir-se respeitado em suas escolhas. Tudo gira em torno do “sim”. O “não” tem de ser abolido para garantir a liberdade em sua formação.

Essa é a realidade de nossas famílias. Esse é o desafio para pais e educadores que se esforçam em descobrir formas de educação nos dias atuais.

Nesse mundo globalizado, com mudanças em todos os setores da vida humana e com informações desafiadoras, será necessário pensar mais como trabalhar a mente dessas crianças. Será preciso pensar os padrões de comportamento que lhes são impostos desde cedo e necessitam uma vigilância equilibrada e segura.

As famílias não poderão omitir-se nessa tarefa. As crianças não têm culpa de certos comportamentos, se os pais não forem pessoas equilibradas e preparadas em administrar as atitudes assumidas pelos filhos. Precisamos de pais e mães conscientes de sua missão, equilibrados em suas decisões, sérios em sua orientação e maduros em sua convivência.

A sociedade necessita de famílias estruturadas. Para gerar e educar filhos, terão de ser adultos, terão de vivenciar princípios éticos, cultivar atitudes convincentes no amor, na fidelidade e na fé. Sem isso não haverá como querer organizar e conduzir uma família.

Os pais precisam ser alegres, otimistas e prestativos. Precisam ser simpáticos, bem-humorados e competentes. Na hora da diversão, divertir-se. Na hora da correção, maturidade.

Assim a família se tornará ambiente de uma alegre escola de educação para o amor, para a verdade e para a fé. Cada qual vai contribuindo com seus dons na formação de uma pequena igreja doméstica alimentada pela solidariedade e sustentada pela participação de cada um.

Família sem uma religião é uma família falida, ou falecida. Pois é pela fé que nascem o amor, o respeito e a dignidade.

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