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ARTIGO

Venildo Trevisan: "As tentações"

9 MAR 19 - 02h:00

Nesse tempo quaresmal somos convidados a refletir sobre nosso modo de encarar a realidade que nos cerca. É um tempo disponível para rever e fortalecer nossa fé, nosso espírito de oração e de caridade solidária com os mais sofridos de nossa sociedade.

Somos caminheiros nos caminhos da esperança. E nesse caminhar deparamos com situações nem sempre favoráveis. São situações que desafiam nossa fé e nossa fidelidade à missão assumida. Haverá momentos de dúvida, de incerteza e de insegurança.

São situações que precisam ser encaradas com prudência e com paciência. Não poderemos querer simplesmente desconhecer, ou deixar de lado. pois tudo o que acontece em nosso caminhar tem sua importância. Por mais insignificante que pareça tem algo a ensinar e a pensar. Será preciso observar atentamente cada acontecimento.

O Mestre dos mestres também percorreu um caminho e uma difícil peregrinação. Não foi fácil. Teve como desafio três momentos tentadores. Um primeiro momento surgiu na tentação de igualar-se a Deus, de ser poderoso, de ser um mágico que transformasse pedras em pães.  

A resposta foi imediata ao afirmar: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra de Deus (Dt. 8,3). Mas os inimigos do bem não desistem. Surge um segundo momento em que o tentador apresenta uma proposta maldosa. Oferece todas as riquezas do mundo se renunciar a Deus e adorar a ele como o deus do prazer e das riquezas.

Novamente o Mestre, percebendo a malícia do tentador, responde com muita sabedoria: “Está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele servirás’ (Dt.6,13). Mesmo diante das respostas firmes e convictas o tentador não se dá por vencido. E vem com uma terceira proposta desafiadora. Do alto do Templo convida o Mestre a contemplar a grandiosidade e a beleza à sua frente e lhe propõe: “Se és o Filho de Deus, lança-te daqui a baixo, pois está escrito que os anjos virão em teu socorro para não machucares os pés em alguma pedra”.

Foi, então, o momento decisivo em que o Mestre com todo o seu poder e sua sabedoria lhe disse: “Não tentarás o Senhor teu Deus.” (Dt.6,16). Foram desafios apresentados num momento de fragilidade e de muitas interrogações. O Mestre estava preparando sua missão. Sabemos que não estava sendo fácil. Mas também sabemos de sua coragem e de sua convicção.

Venceu as tentações. Superou as dúvidas. Encarou com plena convicção sua tarefa de resgatar a humanidade de todo o pecado. Fica para nós também essa possibilidade. Pois também estamos a caminho. As tentações estão em toda parte querendo cativar fragilizando nossa fé e nossa adesão ao espiritual.

E nesta fragilidade não poderemos nos iludir. O tentador vem disfarçado de diversas maneiras: está presente nas redes sociais, nas imagens que se divulgam a respeito da Igreja e de suas lideranças e em tantos programas e novelas publicados inescrupulosamente.

Chamaria a atenção dos cristãos que atuam nessas redes sociais e nesses canais de televisão. Precisam respeitar a fé e tomar frente corajosa nesses programas para lhes dar um sentido mais humano e mais cristão.

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