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Campo Grande - MS, segunda, 24 de setembro de 2018

artigo

Simone Possas: 'A importância
da linguagem escrita'

Escritora, integrante da UBE-MS

13 MAR 2018Por 02h:00

Em algumas pessoas existe um grande bloqueio, impedimento, rejeição e dificuldade em redigir textos, mas a linguagem escrita se impõe nesta nossa sociedade, que é centrada na imagem gráfica.

A linguagem oral e a escrita estão inter-relacionadas, embora essa última seja mais recente que a outra. Com a escrita, podemos registrar fatos e esse registro auxilia na memória e na sabedoria, enquanto a fala propicia a comunicação oral e o retorno da poesia declamatória.

As sociedades antigas eram providas de literatura, onde se ministrava uma educação oral. Atualmente, veiculamos a educação oral por meio da música, teatro, cinema e de audiolivro, mas toda essa literatura deve ser registrada por escrito. Não se trata de relegar a linguagem escrita em nome da linguagem oral. Uma está associada à outra. Não deve haver oposição entre uma e outra, a fim de não causar enfraquecimento em ambas.

Se por um lado a linguagem oral serve-nos como meio de comunicação, a escrita nos possibilita obter conhecimento por intermédio das folhas de um livro ou em uma biblioteca virtual, de forma seletiva, assim como fomentar a memória afetiva com fotos, textos, diários e cartas, visando manter qualidade da arte do saber, do estudo e da instrução. 

A palavra tem um poder muito grande e traz consigo a formação das ideias, das faculdades intelectuais com as convicções e os princípios que caracterizam o pensamento do indivíduo. 

Para registrar essa linguagem, buscando seu melhor uso, utilizamos o livro para fazer sua inscrição. Ao transferir a linguagem oral para o livro, utilizamos um recurso mais complexo, pois a linguagem adotada para se redigir documentos ou artigos deve ser feita de forma clara, a fim de que a mensagem seja captada pelo leitor.

A linguagem vem sofrendo mudanças durante séculos e, nesse processo, muitas raízes são perdidas, gerando diferentes interpretações. O professor deve interpretá-las. Tem a missão e o papel social de compartilhar esse conhecimento – que é a finalidade no processo da aprendizagem – difundindo a educação, visando reduzir a distância entre grupos sociais.

Utilizamos a linguagem oral para dirigir palavras a outras pessoas, para haver comunicação, para informar. É um uso informal como um veículo de valor cultural e histórico, para persuadir, mobilizar, expressar, convencer, descrever e opinar. 

Já o livro, que não é composto por meras folhas mortas e secas, é uma das maiores invenções acessíveis à humanidade, pois ele transmite a cultura dos povos, o conhecimento e o saber. A história do homem fica com seu registro preservado de geração em geração, mostrando testes, aprendizado, resultados e pesquisas, sobre diversos assuntos. 

É o livro que permite inscrever acontecimentos significantes da história e propagar tais ocorrências aos grupos sociais que seguem na ordem dos tempos, agindo como orientador da informação. É por meio dele que o homem pode agrupar, classificar e catalogar informações, partilhando suas invenções, criações e descobrimentos para a sociedade atual e posterior. E é assim que a sociedade vai evoluindo: a cada geração vão sendo incluídas novas informações, disseminando a experiência e a informação.

O livro auxilia no desenvolvimento do senso crítico, aumentando a capacidade de interpretar fatos, fomentando a intelectualidade e adquirindo parâmetros para uma postura correta, com aptidão e competência para fazer a distinção de juízo. Outro fato importante é que o livro transmite cultura, arte, estilo de vida de uma sociedade e compreensão do mundo ao nosso redor.

Também serve de meio para desenvolver a escrita, pois, quando escrevemos, estamos reproduzindo aquilo que sabemos e, quanto mais se lê, mais argumentos se têm. Além disso, o livro pode ser um veículo de divertimento, pois por meio de uma leitura prazerosa pode-se viajar pelo tempo e pelo espaço, deixando a imaginação fluir.

Por todos esses motivos, o livro não pode ser considerado apenas um conjunto de folhas secas e mortas, já que oportuniza ao ser humano aumentar sua intelectualidade, realizar confrontações que tornam possível o aperfeiçoamento do conhecimento, bem como para seu entretenimento. 

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