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Campo Grande - MS, quarta, 21 de novembro de 2018

OPINIÃO

Sabrina Rotoli Resina Fernandes: "Felicidade e produtividade"

Psicóloga, coaching e especialista em Psicologia Organizacional

6 SET 2017Por 01h:00

É muito comum escutarmos as pessoas dizendo que “terão de ir trabalhar”, com um ar de sofrimento. Alguns têm a síndrome do domingo de noite, ao ver as últimas chamadas do “Fantástico”; outros dizem com todas as letras que, se acaso ganhassem na loteria, simplesmente não trabalhariam nunca mais.

Infelizmente, para muitas pessoas, o trabalho é sinônimo de sofrimento. Triste isso, já que passamos boa parte de nossos dias no trabalho.

Indo mais a fundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e  enfermidades”.

Se formos pensar melhor sobre essa definição, temos por aí muito mais pessoas não saudáveis do que imaginamos, levando em conta as infelizes no trabalho, no relacionamento... entre outras tantas insatisfações que acabam causando diversas angústias e prejuízos em várias áreas. A boa notícia é que é possível alcançar bem-estar e felicidade no trabalho e nas outras áreas da vida e isso depende muito do que cada indivíduo está fazendo para alcançar esse objetivo. Esperar a tal felicidade cair no colo não é o caminho.

Pesquisas revelam que pessoas felizes produzem mais e melhor, são mais engajadas, são mais criativas, resolvem melhor os problemas em vez de reclamar, são mais resilientes, aprendem mais rápido, tomam melhores decisões, entre outras várias vantagens.  Investir no bem-estar pessoal é uma das chaves para a felicidade.

No ambiente organizacional, também é muito válido. Investir em bem-estar dos colaboradores traz mais lucro e diminui uma série de problemas causados por pessoas desmotivadas e insatisfeitas. O “investir” vai muito além do colocar sofás nas dependências da empresa para o colaborador descansar após o almoço. É necessária uma mudança de cultura organizacional, em que todos são responsáveis por manter o ambiente de trabalho mais saudável e agradável. Treinamentos sobre o assunto e ações que envolvam as pessoas nesse processo de proporcionar bem-estar e qualidade de vida são exemplos de atividades possíveis de serem realizadas. 

Nada adianta querer um ambiente de trabalho melhor se não houver interesse daqueles que lá estão diariamente. Um exemplo para deixar mais claro é a empresa investir em melhorar as relações interpessoais no trabalho e alguns colaboradores insistirem em cultivar as fofocas de corredor. 

Para melhorar o ambiente organizacional, a mudança deve acontecer em todos (ou, pelo menos, na maioria das pessoas). Por isso da importância de treinamentos e ações para a conscientização da nova cultura.

Todos somos capazes de desenvolver a felicidade e bem-estar por meio de técnicas e exercícios que devem ser incorporados no dia a dia, para favorecer a mudança na forma de pensar, sentir e agir. 

Não se trata de negar o problema e, sim, de aprender a focar nas soluções e tirar aprendizados das adversidades.

Para ilustrar, pense em um momento difícil que aconteceu em sua vida. O que você sentiu, o que você passou? Pense nos detalhes.

Agora pense no que pôde aprender com ele e em como se tornou mais preparado para outras adversidades que poderão vir. Fique com isso. Fortaleça esses aprendizados dentro de você. Pode ser difícil no começo, mas essa mudança lhe trará resultados mais positivos. Treine seu olhar e seu cérebro!

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