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OPINIÃO

Saber administrar

Frei

21 SET 19 - 01h:00VENILDO TREVIZAN

Uma das experiências mais difíceis do ser humano será justamente a de adaptar-se ao ambiente social diante da tão grande diversidade de culturas, de etnias e de crenças. Cada um é um verdadeiro universo de possibilidades em todos os modos de assumir e de conduzir seu viver e seu pensar.


Faz-se, portanto, necessário descobrir que esses contrastes estão presentes em todo o ambiente em que o ser humano se aventure pertencer e se desenvolver. Surge a tentação de mudar ou transformar tudo para conseguir se adaptar, buscando uma maneira nova de conviver com as realidades que se apresentam.


Surge, então, uma questão muito séria. É a questão de ver-se frente a frente com ambientes diferentes, princípios educativos obsoletos, sistemas religiosos ultrapassados e maneiras de conviver desafiando as redes sociais e as correntes filosóficas atuais.


Como seres humanos, não poderemos deixar as coisas andarem de qualquer maneira e com qualquer conteúdo. Será necessária uma atitude coerente com o modo de pensar e a maneira de interpretar. Em sã consciência, surge outra necessidade de se pensar. Não poderemos nos acomodar e muito menos nos rebelar.


Surge a ousadia de colocar-se inteiramente à disposição da realidade atual e analisar qual a contribuição que teremos para oferecer. Essa contribuição deverá partir de um questionamento muito sério e muito envolvente. Precisaremos saber como estamos administrando nossa vida no dia a dia.


Precisaremos ver e assumir decididamente a questão de como estamos administrando nossos dons, nossos sentimentos, nossas emoções e nossas esperanças. É certo que não poderemos nos deixar levar pelo comum. Somos especiais. Mesmo que o mundo consumista não respeite, somos feitos à imagem e semelhança de Deus.
Somos especiais para Deus. Falta admitir que somos especiais para nós mesmos. Somos seres humanos e estamos dentro de um processo lento, mas definitivo. Estamos num processo de amadurecimento de uma doação gratuita e generosa em favor de uma humanidade que acredita no humano e no sobrenatural.


Infelizmente, nem todos pensam assim. Existem indivíduos e organizações que não creem no valor e na dignidade da pessoa humana. Fazem dela uma simples peça de uma máquina que deverá obrigatoriamente produzir. E, quando não preencher mais os requisitos, troca-se por outra. Verdadeiro material descartável. Vale menos do que um celular.


Como administrar isso? Eis o desafio para quem se diz temente a Deus, para quem se considera apaixonado pelos valores sobrenaturais e comprometido com os direitos humanos e a justiça social.


Eis aqui a proposta para quem crê nos valores espirituais do ser humano. Deverá renovar interiormente os sentimentos de solidariedade com aqueles e aquelas que façam de suas vidas um exemplo de comprometimento com a dignidade humana e com a construção de uma sociedade mais justa e mais solidaria.


Por isso admiro as pessoas simples, as pessoas de nível intelectual fraco, mas de um coração transbordando amor e alegria em fazer algo, por mais simples, mas que deixa marcas de fé e de confiança naquilo que assumem.

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