Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

OPINIÃO

Ruy Sant’Anna: "STF fora de hora. Direito e Justiça "

Jornalista e advogado

26 JUN 2017Por 01h:00

Na sessão plenária do STF de 22/06/17 não era hora do ministro-relator da Lava Jato no STF, Fachin se explicar sobre seus contatos com um diretor da JBS em jantar. Também não era hora de o mesmo ministro explicar sobre o assessoramento recebido pelo representante da mesma JBS a ele, quando era candidato a essa cadeira que ocupa na maior Corte Judiciária do Brasil, quando percorreu os gabinetes dos senadores que votariam para sua indicação. É, aquele não era o momento para isso. Mas, que Fachin deve essa explicação, lá isso deve! O que se questiona nesse mar de crime de corrupção violenta contra o Pais, é o pouco caso e a insaciedade dos irmãos Batista quando “prestam algum favor”. Querem, porque querem alto retorno. Ou não?

O que é pior quanto às decisões do STF? Elas são dadas e deixam margens como, por exemplo, bem lembraram os ministros Ricardo Lewandosski e Gilmar Mendes quando questionaram a fragilidade do Plenário do STF ao deixar nas mãos de um Relator a decisão sobre colaborações premiadas a exemplo da recente para os irmãos Batista. Estes criminosos que ficarão sem prisão, tornozeleiras, serão perdoados dos crimes etc. Diante de toda essa extrema, grave e sobretudo fraca sentença o Plenário do Supremo fica amarrado? Tem que concordar até com absurdos que desestruturaram o País? Então, se é para “prestigiar o Relator do acordo de delação”, qual é a função do Plenário? Não seria mais coerente, mesmo sob risco, que o Plenário não mais “se metesse” em decisões do Relator-Supremo?

Tudo pode ser até direito, desde que se vença com maioria, mas definitivamente isso não é justo. E o que a Nação brasileira mais necessita, diante desse mar de contradições e decepções, é a JUSTIÇA sem firulas nem discursos intermináveis, gritos, nervosismos, tique-tique nervosos e rostos vermelhos. A Justiça é calma e age pela razão, assim, por si tem de prevalecer. Toda essa exposição eu assisti dia 22/06/17 durante a sessão do STF. Isso está uma coisa. E vai muito mal até no concerto das nações.

Nessa caminhada judicante, infelizmente, a Justiça, com a honrosa exceção da Lava Jato, vai no contrafluxo de um país e seu povo por sua dimensão territorial, populacional e econômica. O Brasil sofre horrores pelo desencanto também com a Justiça. Pelos seus valores de povo valoroso e empresários igualmente honestos e trabalhadores decentes e reservas de riquezas, fora os Batista, J&F, JBS et caterva, o País tem tudo para se tornar um grandioso candidato a participar de qualquer concerto entre as principais potencias mundiais. Mas, infelizmente, o que assistimos nos contatos comerciais entre países é o presidente da República tendo contrato diminuído em valor financeiro e humanitário a exemplo dos desmatamentos amazônicos, durante o desgoverno Dilma que deram rebarbas atuais. Ainda bem que tais parceiros internacionais acreditaram no governo atual e não romperam tais contratos.

Conhecemos nossas potências, mas é preciso que sejam aproveitadas e transformadas em explorações racionais e úteis para as pessoas e empresas com garantias judiciais. Sem privilégios a criminosos que saem de uma desgraceira, da qual se beneficiaram, como a J&F e JBS e saem como pato que leva água sobre o lombo: não molha e não dá consequência aos criminosos.

É isso, além das nossas fronteiras o Brasil ainda é tolerado como uma potência, mesmo com o desarranjo provocado pelos 14 anos de desgraças e roubalheira sistêmica causada por Lula e Dilma. Esta é uma situação que o Brasil e seu povo enfrentamos. Quanto tempo ainda deve durar? A verdade é que o Brasil é um Estado que não se vincula a religiões ou credos. Com a crença em Deus, Pai Oxalá, Ala, outros deuses, que resumidamente é um só, e, com Fé, venceremos, cara amiga e amigo. Assim, lhe dou hoje bom dia, o meu bom dia pra você.

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