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OPINIÃO

Raphael Curvo: "Levy, tenha vergonha"

Rapphael Curvo é Jornalista e advogado

23 AGO 15 - 00h:00

Assisti há pouco um vídeo sobre um acontecimento em supermercado na cidade de Londrina, Paraná. Intitulei o fato como “prenúncio do desespero”. Uma cliente revoltada com os preços das prateleiras começou a colocar tudo abaixo aos gritos de protesto contra o governo. Ela é resultado da política econômica que foi implantada desde 2003, sustentar o desenvolvimento do Brasil a base de concessão de créditos ao consumidor. 

Formou-se uma gigantesca massa populacional dependente de empréstimos para prover seu consumo. Por outro lado, esta mesma massa não teve apoio eficaz e de forte presença no campo da formação profissional como estrutura para manter e, até mesmo, aumentar sua participação financeira no bolo consumista promovido pelo governo. Esta política de profissionalização não aconteceu porque não era a visão do governo. A visão era voltada, com oferta desenfreada de créditos e financiamentos, para a cooptação de eleitor na manutenção do Poder. 

Somos um País pobre e só vamos resolver nossos problemas quando tomarmos consciência disso. O Brasil não tem um campo de desenvolvimento tecnológico consistente e muito menos expandido. São ilhas de produção de alta tecnologia. Para alcançar tal patamar de País desenvolvido, temos que criar condições de aplicação de ensino, em todos os níveis, de alta qualidade. O setor educacional brasileiro é uma lástima, não tem nem projetos factíveis para desenvolver o aprendizado interligado com as necessidades de mercado.

Ainda estamos preocupados com o aprendizado da escrita e operações matemáticas mínimas para crianças no quinto ano do ensino fundamental. Temos apenas 11% da nossa população com diploma universitário e destes apenas 3.9% com formação superior completa. A Educação tem que sair da esfera de ação política do governo, tem que ter independência e autonomia, nos moldes do Ministério Público. 

Milhões de jovens estão fora das salas de aulas, pois não conseguem encontrar motivos para estudar. Há um desencontro abismal entre a vida cotidiana do jovem e o que se propõe as Instituições de ensino, a educação. Não bastassem os cortes para a saúde, educação e outros setores sociais, o jovem fica a observar o financiamento, pelo governo, com dinheiro dos impostos recolhidos pela população, de grupos marginais como MST, MTST, CUT, UNE e outros sugadores das tetas públicas. 

Pior, alguns desses movimentos sequer tem registro legal. É crime de responsabilidade a liberação de dinheiro para esses grupos. Para a marcha das Margaridas, o rega-bofe promovido por Lulla que está buscando “muros” para se proteger, custou ao Erário a bagatela de cerca de 1 milhão de reais doados pelo BNDES, Caixa Econômica e Banco do Brasil, entre outros. Especula-se que foi muito além desse valor. 

É visível, e só não enxerga isso apenas os apaniguados do Poder, que o governo petista da Dilma Rousseff está totalmente a deriva, não tem rumo. A falta de prumo e rumo do governo tem como exemplo a proposta com o nome pomposo de “Agenda Brasil”, tirada da cartola pelo Senador Renan Calheiros, algo cômico se não fosse sério. Mais de 2/3 da proposta já estava há muito apresentada e em tramitação no Senado Federal. Algumas, verdadeiras maquiagens de efeito ilusionista. E nessa dança dos perdidos no espaço e no tempo, fica o tonto do Ministro Joaquim Levy. 

A mensagem que passa o ministro da fazenda ou da roça, dado o estágio atual, é que o status do cargo o faz resistir e aceitar tudo e toda desmoralização ao seu projeto econômico de recuperação da economia brasileira. Não resistiu a seis messes todo o planejamento para reerguer a esgarçada economia do Brasil. Está de volta o plano ilusionista que distribui dinheiro ao povo via créditos e o amparo às multinacionais com a justificativa de serem as maiores empregadoras. Terá muito pouco efeito. Levy, saia fora, tenha vergonha.

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