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OPINIÃO

Pedro Chaves: "O significado do Sete de Setembro"

Senador
07/09/2017 01:00 -


Considero muito importante o processo de reflexão sobre o significado do Sete de Setembro de 1822 para a história brasileira. Cultivo profundo respeito por essa data porque ela abriu um caminho novo e diferente para o País. Permitiu que o sonho represado de homens e mulheres se materializasse.

O processo de independência, de qualquer nação, representa um momento muito especial porque a sociedade civil e a sociedade política, doravante, têm o direito de traçar alternativas econômicas e políticas com autonomia e liberdade. A nação andará com seus próprios pés, como gosta de dizer o economista Waldemar Otanni.

 Na virada do século 18 para a centúria seguinte, brotaram vários movimentos sociais, no Brasil, com o objetivo de conquistar autonomia política e econômica da então colônia.

 Os ventos pró-Independência sopravam forte, em toda a América, nessa quadra histórica, guiados por homens como Simão Bolívar, San Martin e outros.  A Guerra dos Mascates em Pernambuco; a Inconfidência Mineira em Minas Gerais; a Conjuração Baiana na Bahia e outras relevantes revoltas regionais indicavam que a conquista da independência era tarefa primordial e urgente.

 O Brasil não cabia mais na camisa de força do Império Português. Não havia outra alternativa.  Ou Dom Pedro I declarava o Brasil livre do poder lusitano ou outra liderança iria fazer. A nação estava madura para construir o seu destino. A força das ideias estava vencendo mais uma batalha na longa e difícil evolução da nossa sociedade. 

 Passados quase dois séculos da Independência, continuo convencido de que as ideias que culminaram com o Sete de Setembro não pereceram após o Grito do Ipiranga. Elas continuaram alimentando novos momentos de mudanças, mesmo que de forma lenta, como atestam alguns estudiosos do assunto.

 A luta pelo fim do escravismo, em 1888, e a conquista da República, em 1889, a meu ver, foram embaladas pelas ideias forjadas na luta pela independência.

 Não podemos entender episódios admiráveis da nossa história, como a República, o fim do escravismo ou a Revolução de 1930, se não lembrarmos do trabalho político e militar de pioneiros como Frei Caneca, Tiradentes, Duque de Caxias, Getúlio Vargas e outros destacados brasileiros, civis e militares, que colocaram suas vidas a serviço da construção de um Brasil desenvolvido e autônomo.  

 Tivemos avanços importantes da Independência até os nossos dias. Devemos celebrar essas conquistas com entusiasmo e patriotismo; mas, por outro lado, temos que olhar, com todo carinho, para os imensos gargalos sociais que ainda existem em nosso País.

 Gargalos que castigam com muita intensidade as populações mais pobres e vulneráveis que não foram incorporadas, ainda, ao processo de criação e distribuição de riqueza.

 Sou um apologista do Sete de Setembro. Em nossas instituições educacionais, eu comemorava esse dia com intenso espírito cívico. Desfilei muitas vezes, com meus alunos e alunas, em Campo Grande, nas comemorações cívicas. Ia na frente da fanfarra, externando meu compromisso com a pátria. 

 Que as ideias dos pioneiros da Independência continuem alimentando a caminhada do Brasil rumo a novas conquistas.

Felpuda


Dois pedidos de desculpas, de autorias diferentes, foram assuntos muito comentados nas redes sociais com críticas ácidas às suas declarações, até porque os envolvidos não só os usaram despropositadamente, como tiveram de voltar a eles para se redimirem. Um deles, inclusive, quase criou uma crise política da-que-las, o que obrigou seu pai, figurinha carimbada, a pular miúdo para colocar panos quentes sobre a questão. Essa gente!...