Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

OPINIÃO

Nylson Reis Boiteux: "Desembarque dos aliados na Normandia no Dia D"

Coronel da reserva do Exército

6 JUN 19 - 01h:00

 “Operação OVERLORD” – O local de invasão da Europa foi objeto de muitas discussões. Depois da malograda incursão contra Die­ppe feita pelos Aliados, cujo insucesso pode ser medido pelo seguinte fato: dos 7.000 canadenses que desembarcaram, hou­ve uma perda de 60% dos homens. O General Eisenhower, em vista disso, decidiu-se pelo desembarque na região das praias da Normandia, nas proximidades da cidade de Caen, onde a “Muralha do Atlântico” apresentava certa vulnerabilidade.

Para atender à concentração da operação planejada (OVERLORD) o sul da Inglaterra foi transformado em um imenso arsenal: 50.000 veículos de toda espécie, canhões dos mais diversos calibres, carros de combate de vários tipos. Toda essa imensa concentração estava camuflada na região escolhida. Nos portos e nas zonas de reunião, estavam incontáveis barcaças, lanchões de desembarque, veículos anfíbios, navios de transporte e na­vios de guerra de todas as espécies e, até mesmo, alguns por­tos artificiais de aço (Mulberries), que permitiriam a atracação de quaisquer cargueiros. Outro notável evento eram as pistas montáveis, também de aço, que poderiam transformar rapidamen­te qualquer terreno plano em um aeroporto improvisado.

A pujança industrial dos EE. UU. fez verdadeiros milagres durante os prepara­tivos para a invasão da Normandia. Basta para tanto compulsar-se o livro “48 Milhões de Toneladas para Eisenhower” e ter-se-á verdadei­ra noção do esforço gigantesco dos Aliados.

Depois de avançar pela Itália, e com a União Soviética convergindo rapidamente pelo Leste, os Aliados planejaram a Operação OVERLORD. Seria um ataque em massa contra a Europa ocupada pelos Alemães, a partir da Nor­mandia, na França. Foram mobilizados nada menos que 3 milhões de homens, 10.000 aviões, 1.200 navios de guerra e mais de 5.000 barcaças de desembarque e transporte.

Por ilustrativo, para as­segurar aos atacantes a indispensável superioridade aérea, os Aliados dispunham desses 10.000 aviões que era muito mais do que a Força Aérea Alemã (Luftwaffe) poderia reunir em todas as suas frentes de Batalha! O comando supremo esteve a car­go do general norte-americano Dwight Eisenhower. O Gene­ral britânico Montgomery chefiou o ataque inicial.

O mês de junho 1944 foi escolhido para o desembarque nas praias da Normandia. Primeiro seriam lançadas as tropas aerotranspor­tadas, que deveriam impedir as tropas alemãs na retaguarda da “Muralha do Atlântico” de desencadearem contra-ataques, repe­lindo o desembarque dos Aliados. Enquanto isso, os exércitos norte-americano, britânico e canadense tentariam estabelecer cabeças de ponte na costa francesa, apoiados pela Força Na­val de Ataque Americana e Britânica.

Na noite de 5 de junho de 1944, as águas do canal da Mancha estavam muito agita­das, mas a meteorologia previa que o dia seguinte seria calmo. Eisenhower aceitou o boletim meteorológico e decidiu dar a ordem para a Operação OVERLORD. Na madrugada de 6 de junho, batizada como o Dia D, milhares de bombardeios e na­vios de guerra martelaram a Muralha do Atlântico, as sólidas defesas dos alemães entre o Rio Sena e o porto de Cherburgo. Às 6h30min, as primeiras tropas de assalto che­gavam às praias da Normandia.

O desembarque efetuado co­lheu os alemães despreparados. Eles acreditavam que o tempo, no Canal da Mancha, impediria a ação. Em apenas 48 horas, os Aliados romperam caminho ao longo da Muralha do Atlân­tico, assentando assim, as bases para o avanço em direção à Alemanha e, posteriormente, para a vitória. 

Por último, vejamos o que diz o General Dwight Eise­nhower, que comandou a Operação Overlord – a maior operação militar de todos os tempos: “A logística é que controla todas as campanhas e impõe seus limites a muitas delas”. Pa­lavra final.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "Desamparo organizado"

ARTIGO

Fausto Matto Grosso: "Vai uma emendinha aí?"

Engenheiro civil e professor aposentado da UFMS
OPINIÃO

Flávio Filizzola D'Urso: "Quanto vale uma delação?"

Advogado criminalista
CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta segunda-feira: "Bons ventos estão de volta"

Mais Lidas