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OPINIÃO

Mario Amaral Rodrigues: "O investimento que eleva o padrão do ensino superior"

Professor aposentado da UFMS

25 JUN 19 - 01h:00

“É preciso educar as crianças para não ser necessário punir os adultos” (Pitágoras) “ Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos Céus pertence aos que são semelhantes a elas (Mateus. Cap. 19: 14). Quanto nos custa não guardarmos ensinamentos do ilustre filósofo e matemático (só lembrado como tal) e do MESTRE. Em mais de quarenta anos de efetivo magistério, quase trinta deles na Universidade Federal de MS (UFMS), lembrei, dentre outros, Pitágoras e, confesso, pouco invoquei Jesus. Mas a ELE recorri diante de “coisas” que testemunhei. Vi muito mais do que esclareceu o general Augusto Heleno, recentemente, pela mídia.  Citações de Karl Marx (Autor de O Capital. Com “arranjo de Engels), acompanhadas incentivo ao ódio de classe; greves político-partidária; pichações; imagens de Chê Guevara; enaltecimento da ditadura do proletariado e, muito curiosamente, tomada do poder (Ditada por Lenine), estando os adeptos “disso tudo” no governo, na ocasião. Os de esquerda (Assim se nominavam), tinham muito em comum, em especial: vestuário em desalinho e/ou com rasgos, verbalizar deselegante, rico em palavrões, além de “torcida contra o mocinho” (O policial). O consumo de álcool, casado e não com outras drogas era visível. Inclusive em “viagens-marcha”; “A turma” era “esquisita’. Fazendo justiça, conheci “diferenciados” (inclusive nobres) entre os “de esquerda”. 

Certa ocasião ofereci uma cadeira a uma colega (do grupo) e ouvi dela: “Mulher não é dependente. Vou buscar uma”. Um funcionário do departamento do qual eu “estava chefe” (Educação Física), solicitou-me “palavra” no Conselho de Departamento para propor minha destituição do cargo (com voto secreto). Respondi: Será recebido. Terminei meu mandato, aposentei e ele ainda não compareceu. O motivo da “iniciativa ameaça” era o fato de eu ter cancelado uma licença informal (Tinha por título: Portaria, mas tinha número) dada ao Diretório Central dos Estudantes (DCE), para exploração de parte do estacionamento do Estádio Pedro Pedrossian, em dia de jogos (A Polícia pedia o espaço). Os “prejudicados” recorreram, pedindo indenização, tendo o dito funcionário (do grupo), assumido a “causa”. Elaborei minha defesa, iniciando por acusar a informalidade da “concessão”, erros gramaticais na “petição” e acrescentei: “Os recorrentes, corruptos que são, assim procedem...” (listei fatos, com testemunhos).  Nunca mais soube dos “queixosos”; tampouco do “defensor”. Curioso, no mínimo, foi eu ter constatado que conhecia mais Marx que integrantes do “grupo”. Significativa parcela desses não sabia quem foi Engels. Continuo constatando isso. Por ter lido (mesmo) Marx é que jamais o “engoli” (Zagalo, sim). Observei um acampamento dos Sem Terra no “campus”. Integrantes do mesmo jogavam uma “pelada”, na qual Identifiquei hábeis futebolistas. Indaguei a um deles: Onde praticou futebol? No Matsubara e no Londrina, respondeu. Abandonei o futebol e entrei para o Sem Terra, concluiu. Curioso e intrigante, não? 

A comunidade universitária saberá “dar a volta por cima” e o fará, como já o faz hoje a UFMS. Para que não se falhe em prestação de conta, basta regulamentar que o Ministério Público e o Tribunal de Contas (Estadual) se façam representar no Conselho Universitário. Em caso de atentado ao pudor (fato mostrado por órgão de imprensa e rede social) que se entregue o caso à Polícia. Está em lei. Droga adição (interesse da esquerda) que continue sendo considerado questão de saúde (porque é). Tráfico (interesse não só da esquerda) como crime hediondo (porque é). A segurança interna que se faça conjunta com a Polícia Militar. A Universidade está no território do Estado. Ela não se interessa, estou certo, em ser “território proibido” como querem os “do grupo”. Se há quem faça da aula espaço para “conquistar os jovens” (como mandou Lenine) que se alerte o discente. Ele está na universidade para, na carga horária do curso, obter formação profissional, pois visa o “mercado” e integração a uma “classe” prestadora de serviço e/ou produtora. Se contingenciamento se impõe, que se faça, assegurando que ele é efêmero Que se legisle “bolsa” ao matriculado na Universidade Pública com “renda” inferior a quatro Salários Mínimos. Destinando percentual das vagas a esses, com “seleção” ou “suficiência” (quota não). Gratuidade aos que estejam acima disso e inferior a doze. Mensalidade (Gradativa e por faixa) a quem estiver acima disso. O investimento decisivo (mesmo) é o que se faz (no máximo possível, mesmo) na Educação Básica, ela é que eleva o padrão do Ensino Superior.

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