Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

ARTIGO

Mário Amaral Rodrigues: "A Independência do Brasil"

Docente aposentado da UFMS

7 SET 2017Por 02h:00

“Independência ou morte”, brado que ecoa nas páginas de nossa história, desde 7 de setembro de 1822, jamais deixará de ecoar. Sonora decisão patriótica, atestado de nascimento do Estado. Suas notas em termos decisivos estão eternizadas, como o está seu nobre emitente. O soar do brado não se dissipa. Há filhos nada éticos de nossa nação que ousam entoar “galhofas” desrespeitosas, com “ranço ideológico”, tomando fatos e os distorcendo em “deboche”.

Tomam o mal que acometera D. Pedro I, uma disenteria, ao findar a subida da Serra de Santos para “palhaçada”. O mal, capaz de abater, não o fez com o nosso “destemido primeiro chefe de Estado” (novademocracia.com.br). O “espírito de sacrifício”, componente de seu caráter (diferentemente do que hoje vemos) o reanimou. Os “palhaços figurantes” não param por aí. Afirmam que o imperador, ao declarar nossa independência, estava montado em um muar. Atentemos para a estupidez do dito. Nosso “libertador” conhecia, e muito, o cavalgar; sendo hábil como poucos da cavalaria. É evidente que subira a Serra de Santos como descera, montando muar, montaria apropriada para o terreno.

O local, margem do Ipiranga, era “posto de troca de montaria” (bookgoole.com.br). Dali em diante, a viagem seria a cavalo. Se a comitiva estava pronta para seguir, no momento que chegava o “mensageiro” com as cartas de José Bonifácio e de dona Leopoldina (esta provocando o íntimo “valente” do imperador), logicamente, havia trocado de montaria, estava a cavalo de marcha mais rápida e confortável. 

Não somente, mas principalmente, os adeptos do marxismo e seus “assemelhados”, os “bolivarianos”, são os articuladores dessas “gracinhas”, intencionadas buscando “avacalhar” valores pátrios. Justo eles, os adeptos do estado totalitário que o marxismo inspira, como, por exemplo, a União Soviética, falida e sepultada. A ruptura com nossos colonizadores, definida no Ipiranga, tem longa e penosa estruturação. Custou suor e sangue e foi “desenhada” ao longo de nossa formação como nação.

 A Inconfidência Mineira, com o sacrifício de Tiradentes, e o Dia do Fico são etapas desse caminhar. Ao longo do tempo, intensificava-se a distinção entre portugueses (uma autêntica casta) e brasileiros. O chefe de Estado, o imperador D. Pedro I, era de tal forma integrado à nação brasileira que, inclusive, era exímio capoeirista, assimilado de seus seguranças (muzunza.com.br). Detalhe que não escapou a historiadores e que intriga. Intriga porque D. Pedro I, bem como os demais integrantes da família imperial brasileira, nunca teve escravo. D. Pedro II ordenou que a capoeira fosse ensinada a seus seguranças (novademocracia.com.br).  

Outros detalhes foram também “mandados” esquecer, como o fato de o imperador ser bom musicista (ao piano) e autor da música do Hino da Independência, bela página. Evaristo da Veiga (autor da letra) afirmou que o trecho “...ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil” foi criado pelo imperador (brasilescola.uol.br). O fato fez com que, por muito tempo, D. Pedro I fosse dado como autor da música e da letra do hino. 

A festividade cívica, por todo o solo pátrio, envolve-nos, ufana e nos mobiliza para culto ao legado do Ipiranga, a cada 7 de setembro. O “brado retumbante” ecoa, o quadro (“O Grito do Ipiranga”), imortalizado por Pedro Américo, é belo, expressa força imbatível, marca o surgimento de um Estado que abriga nação altiva. Longe vai o temor servil. A liberdade que raiou ficou e é eterna. Os filhos desse solo têm mãe gentil... a Pátria Amada Brasil.

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