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OPINIÃO

Luiz Carlos Amorim: "Dias da poesia"

Escritor, editor e revisor

13 MAR 19 - 01h:00

 No mês de março comemoramos duas vezes a poesia: 14 de março é o Dia Nacional da Poesia. No Brasil o dia da poesia é neste dia, porque é o dia do aniversário de Castro Alves, um dos grandes poetas brasileiros. O Dia Internacional (ou Mundial) da Poesia, no entanto, é comemorado no dia 21 de março, por iniciativa da Unesco.

Poesia é a língua universal da alma. Poesia é a linguagem do sentimento, da emoção. O Poeta é esse ser estranho e singular, iluminado, que vê a vida com o coração e tenta passar essa visão a todos aqueles que tiverem sensibilidade para recriar a sua visão. Então quero enviar a minha homenagem a todos os bardos deste imenso Brasil e do mundo, pois é das penas deles que flui a emoção e o sentimento dessa arte incomensurável que se chama poesia.

É o poeta que torna esse nosso mundo, tão belo e ao mesmo tempo tão conturbado, um pouco mais humano, é ele que desnuda a alma para que a nossa alma seja menos dura, menos intolerante, mais solidária, mais humana.

É o poeta que nos leva a contemplar o amor, que nos leva a pensar a paz, que nos lembra de que somos irmãos gêmeos da natureza e por isso mesmo precisamos amá-la e respeitá-la, para que ela nos proteja e não nos desampare.

Precisamos comemorar esse dia produzindo versos, cultivando a poesia, todos nós, pois o mundo atual, tão corrido e tão violento, precisa da singeleza e do lirismo da poesia. A poesia é necessária, para que não nos deixemos endurecer ainda mais, para não deixarmos de ser gente.

Sim, a poesia é necessária. Como deixar fluir a alma pelas pontas dos dedos, a não ser pelos versos de um poema? A poesia é sentimento, é emoção, é alma, é coração. Como sermos humanos sem tudo isso?
A poesia é mágica, como já disse Quintana – e quem mais poderia dizê-lo? – como neste poema que toma a liberdade de transcrever:

”Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam voo como de um alçapão. Eles não têm pouso nem porto; alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti...”

Que mais posso eu dizer? Rendo a minha homenagem a você, poeta, que não deixa morrer a poesia que existe, ainda, em nossas vidas. E rendo minha homenagem a você, leitor, que não deixa morrer a poesia, recriando-a. E viva a poesia mundial, e viva Quintana, e viva nós, poetas e vivam todos os leitores.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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